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domingo, 28 de outubro de 2012
Haddad eleito prefeito com 56% e derrota PSDB de Serra
Por Guilherme Paixão
Direto de São Paulo
Hoje foi realizado a apuração do 2°turno das eleições para prefeito de São Paulo, e com Mais de 3 milhões de votos Fernando Haddad com 92% das seções apuradas, está matematicamente eleito para a Prefeitura de São Paulo, com 56,03% dos votos válidos, contra 43,97% de José Serra (PSDB).
Assistencia Social - Proteção a famílias, idosos e deficientes
"Instalar 60 Centros de Referência em Assistência Social, Centro para pessoas em situação de rua e fortalecer Conselhos Tutelares e do Idoso."
Educação - Gestão de creches e escolas municipaisMais
20 CEUs, 150 mil vagas em creches em parceria com União e 100 mil no Pronatec; Universidade Aberta do Brasil nas 31 subprefeituras."
Iluminação - Troca de lâmpadas e melhoria da rede
"Investir na iluminação pública para prevenção de crimes e acidentes na capital; manutenção ágil da iluminação pública."
Lixo - Plano de manejo e coleta de resíduos
"Ampliar de 1% para 10% o índice de coleta seletiva; ampliar de 56 para 140 os Ecopontos; e implementar uma nova política de resíduos."
Orçamento - Plano financeiro estratégico da cidade
"Criar Controladoria do Município, reduzir ISS e IPTU para incentivar empregos na perifeira e parcerias com governos federal e estadual."
Plano Diretor - Diretrizes para ocupação e uso do solo
"Revisão do Plano Diretor, com os critérios do Arco do Futuro – para reorientar o desenvolvimento em toda a cidade de São Paulo."
Saneamento - Melhoria nas redes de água e esgoto
"Água encanada e esgoto em todas as residências da cidade de São Paulo."
Saúde - Qualidade e alcance do atendimento
"Mil novos leitos, 3 novos hospitais e 43 UBS; criação da Rede Hora Certa – agendamento de exames e pequenas cirurgias nas 31 subprefeituras."
Segurança - Apoio à polícia na ação contra o crime
"A prefeitura deve investir no videomonitoramento, reunir informações sobre violência, ampliar o efetivo da Guarda Civil e Operação Delegada."
Transporte - Gestão de Transporte Público e Trânsito
"Criação do bilhete único mensal, com viagens ilimitadas; 150 km de corredores de ônibus; parceria com o Metrô para novas estações."
wYeah!
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domingo, 14 de outubro de 2012
SP: Haddad se altera com 'kit gay' e imita bordão de Russomanno
Fernando Haddad (PT) fez uma carreata de campanha no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo
Foto: Paulo Pinto/Terra
Foto: Paulo Pinto/Terra
DASSLER MARQUES
- Direto de São Paulo
Uma pergunta a respeito do polêmico kit anti-homofobia causou irritação aFernando Haddad no início da tarde deste domingo. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo foi questionado sobre comentários do adversárioJosé Serra, do PSDB, se poderia lançar material semelhante para a capital - foi durante a gestão de Haddad que o ministério da Educação criou o kit, vetado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Em um momento de nervosismo, Haddad chegou até a quase repetir um bordão de Celso Russomanno, do PRB, e pediu mais discussões sobre propostas para a capital durante o segundo turno.
"Não vou comentar mais ataques pessoais do Serra. É um ataque pessoal. Ele sempre distorce a informação e não vou mais comentar, já estou cansado desse tipo de ataque", disse Haddad. A pergunta feita ao petista visava repercutir declaração de Serra sobre o kit anti-homofobia, chamado também de "kit-gay" por opositores da proposta. Ao Estado de S. Paulo, o tucano afirmou que "o kit gay quer doutrinar em vez de educar". A insistência sobre o tema aumentou a irritação do ex-ministro, que fez carreata no Jaçanã, na zona norte.
"O seu jornal (Folha de S. Paulo) hoje escreve um editorial pedindo para a gente discutir propostas para a cidade. Ontem (sábado) pediu para parar de discutir assuntos que não têm interesse ao município, inclusive esse. Aceito a proposta da Folha e estendo o convite ao meu adversário. Vamos parar de discutir coisas sem importância, já resolvidas, e vamos discutir a cidade", pediu. Durante o primeiro turno, Russomanno popularizou o bordão "vamos discutir São Paulo".
Anteriormente, Haddad havia enumerado seu programa de educação para São Paulo em função da proximidade do dia dos professores, na segunda-feira. O petista defende a criação de 31 centros universitários na capital para "oferecer aos professores da rede municipal e estadual a especialização, mestrado e doutorado. "São polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Há mais de 600 em operação pelo Brasil e nenhum em São Paulo. Deveria ter pelo menos uns 30".
O ex-ministro da Educação e também professor defendeu a educação em tempo integral como alternativa à discussão sobre progressão automática ou repetência. "Em toda escola que estiver com a média do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), abaixo da média municipal, vamos oferecer educação em tempo integral". Haddad ainda citou a criação de uma universidade federal na zona leste e um instituto federal na zona norte, além de enumerar estratégias para zerar o déficit de vagas em creche em São Paulo, hoje estimado em 150 mil.
Kit anti-homofobia
Com base em estudo que apontava depressão e baixo rendimento escolar entre alunos gays, entre a 6ª à 9ª séries, o Ministério da Educação desenvolveu material didático como combate a homofobia nas escolas públicas. Com vídeos, boletins e cartilhas, abordava o universo de adolescentes homossexuais, o que gerou protestos da ala conservadora em Brasília. Diante da pressão, em especial da bancada evangélica na Câmara, a presidente Dilma recolheu o material. Neste domingo, Haddad disse ainda que "a prefeitura e o estado têm um material" e que "é constitucional".
Terra Noticias
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
PT é uma instituição que independe do mensalão, diz líder
- THIAGO TUFANO
- Direto de São Paulo
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Jilmar Tatto (SP), defendeu nesta quarta-feira o ex-ministro José Dirceu, condenado pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa. Segundo o parlamentar, a decisão da Suprema Corte não influência nos rumos do partido. "O PT tem uma opinião e o fato concreto é que já existe uma decisão, que está julgada. Em função disso não se discute. A história do Zé Dirceu é uma história de quem é bravo, de que resiste e ele não vai receber de cabeça baixa. Isso não significa que não vai aceitar a decisão, até porque não tem outra alternativa. Ele vai tentar provar sua inocência, em todos os mecanismos. Mas o PT é uma instituição que independe disso".
Quando questionado se o partido temia pelo uso do mensalão mensalão contra as campanhas petistas pelo Brasil, Tatto afirmou que isso não deve ser motivo de preocupação e que a população está focada em outros problemas das cidades. O deputado, que participou de uma reunião na sede do diretório nacional, em São Paulo, aproveitou para cutucar os que fazem ataques ao PT em campanhas eleitorais.
"Acho que não pode prejudicar porque são problemas diferentes. As cidades e a população estão preocupadas com creches, buracos na rua, lixo, questão a ambiental. E o candidato que vai ganhar a eleição vai ser o que conseguir apresentar melhor proposta, melhor programa para resolver os problemas das cidades. E quebra a cara quem tentar usar da desgraça dos outros para ganhar a eleição. Quem tentou fazer isso no primeiro turno não teve êxito", afirmou.
Apesar das condenações da antiga cúpula petista no STF, Tatto acredita que houve uma evolução na política nacional com o caso e disse que gostaria que os problemas envolvendo a reeleição do tucano Fernando Henrique Cardoso também fossem colocados em discussão.
"São dois pesos e duas medidas. Na época tiveram deputados que declararam que receberam dinheiro para votar no FHC, então são momentos diferentes da história do Brasil, é verdade, mas só espero que o que está acontecendo com esse processo processo dê continuidade. E acho que vai dar porque existe uma mudança nos ministros em relação a financiamento de campanha, então já que está mudando tem que mudar pra valer", completou.
O líder petista disse ainda que o julgamento já é "página virada" e que agora é o momento de dar continuidade ao "processo de governar o Brasil". "Mas bola pra frente. É uma página virada e vamos continuar a mudar a cara do País cada vez mais. Foi assim com o Lula e está sendo assim com a Dilma. Vamos fazer a disputa política no segundo turno. Não há nada que modifica nossa trajetória".
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Haddad critica Kassab e se apresenta como alternativa de mudança
O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, deu mostras do tom que deve adotar em sua campanha no segundo turno, quando enfrentará José Serra (PSDB), e atacou a gestão do atual prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), aliado do tucano, especialmente na área da Saúde. As declarações foram dadas em entrevista ao SPTV.
Haddad, que terminou a disputa em segundo lugar, com 28,98% dos votos válidos, citou sua subida nas pesquisas eleitorais, e agradeceu os eleitores pela votação obtida no último domingo.
O petista afirmou que intensificará sua campanha nas ruas, e disse que buscará cativar o eleitor de São Paulo que, segundo ele, quer mudança.
Haddad classificou como o foco de sua gestão as áreas da saúde e transporte, e disse que Kassab não cumpriu suas promessas de campanha.
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domingo, 7 de outubro de 2012
Haddad leva família para votar e esconde adversário preferido
Haddad mostrou confiança em uma vaga no segundo turno da eleição paulistana
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
DASSLER MARQUES
- Direto de São Paulo
Fernando Haddad recorreu a um dos principais motes de sua campanha para ir às urnas no fim da manhã deste domingo. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo votou ao lado de seus familiares e, em meio a um grande tumulto pela quantidade de jornalistas, falou sobre suas possibilidades de avançar ao segundo turno das eleições da capital. O petista seguiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, mais cedo, declarou ter um adversário preferido para a sequência da disputa caso Haddad seja um dos finalistas. Com uma risada, porém, não declarou a torcida.
"Eu não posso revelar", se limitou a dizer Haddad, com uma rápida gargalhada, após o voto. Ele foi acompanhado da mulher Ana Estela e dos filhos Frederico, 19 anos, e Carolina, 12 anos. A caçula, aliás, foi quem digitou os números para o pai na urna eletrônica de uma universidade em Moema, na zona sul. Diante de um cenário totalmente imprevisível para a apuração, o petista falou em força do partido para resistir ao crivo do primeiro turno.
"PT é partido de chegada. Cresce muito na última semana, que é quando as pessoas do bairro se informam. A vida é muito sofrida para a população da periferia, passa duas ou três horas por dia no ônibus. Como vai se informar? Na última semana, recorre aos colegas de trabalho, familiares, liderança comunitária do bairro, se informa melhor e toma a decisão. É o que acontece conosco", afirmou.
Ainda a respeito de um possível adversário daqui três semanas, Haddad demonstrou tradicional otimismo, mas manteve a serenidade. "A cidade vai escolher os dois que vão concorrer no segundo turno. O que posso comprometer é campanha de alto nível com propostas para uma cidade que precisa de mudanças, mas com segurança", definiu. Ele ainda assumiu um compromisso: "vou participar de todos os debates para os quais for convidado, como no primeiro turno". Pesquisas de sábado, do Ibope e do Datafolha, apresentaram empate técnico entre ele, Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB).
O candidato disse ainda ter feito uma campanha "linda, honrada, bonita e animada" e elogiou o eleitorado por "impressionante capacidade de discernimento e maturidade política notável". Junto da mulher e dos filhos, disse sobre a votação em conjunto: "família sempre, desde o começo da campanha. Agradeço à família pelo apoio que me deu, estamos preparados para o segundo turno". Ana Estela, com quem é casado, foi uma das coadjuvantes da campanha de Haddad nas últimas semanas com direito a agenda própria, assessora e equipe.
Sequência do dia
Depois de votar em Moema, Haddad acompanha a mulher, que vota próximo ao Parque Trianon, na região da Avenida Paulista. O staff do PT ponderou a possibilidade de realizar caminhadas durante a tarde em São Paulo, mas optou por uma agenda mais cautelosa diante da rigidez da legislação eleitoral. O candidato petista e à família se recolhem em sua residência para um almoço fechado e só deve sair para acompanhar a apuração em um hotel reservado pelo partido. Pela manhã, Haddad tomou café com o ex-presidente Lula.
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Acompanhado por candidato, Lula vota em São Bernardo do Campo
Lula votou no final da manhã deste domingo em São Bernardo do Campo
Foto: Bruno Santos/Terra
Foto: Bruno Santos/Terra
Aguardado por uma multidão dentro e fora da Escola Estadual Dr. João Firmino Correa, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou para votar por volta das 11h30 (de Brasília) ao lado do candidato à prefeitura da cidade do ABC paulista Luiz Marinho (PT) e do vice Frank Aguiar. A mulher Marisa Letícia também o acompanhou na manhã deste domingo.
Mais cedo, Lula participou de um café da manha na zona sul da capital paulista com o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Segundo a assessoria de imprensa do ex-presidente, Lula já chegou ao seu apartamento em São Bernardo, onde buscou a mulher Marisa Letícia antes de se dirigir à escola onde vota.
Após votar, o ex-presidente voltou para seu apartamento. Segundo a assessoria, a princípio a agenda de Lula prevê que ele irá acompanhar o desenrolar das eleições em casa.
Na saída de São Paulo, Lula disse à imprensa que o eleitor paulista está mais preocupado com a eventual queda do Palmeiras para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro do que com o julgamento do mensalão.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
"A dor me impede de falar", diz ministro sobre mensalão
Exposição com obras de Caravaggio foi aberta hoje no Planalto
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
LUCIANA COBUCCI
- Direto de Brasília
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, evitou dar declarações sobre o julgamento do mensalão nesta sexta-feira, durante abertura da exposição do pintor barroco Michelangelo Merisi da Caravaggio, no Palácio do Planalto. "A dor me impede de falar sobre essa questão", disse ao ser questionado a respeito.
Ontem, na 32ª sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ação penal 470, os ministros Rosa Weber e Luiz Fux condenaram José Dirceu e José Genoino pelo crime de corrupção ativa, seguindo o relator Joaquim Barbosa. Até o momento, somente o revisor Ricardo Lewandowski votou pela absolvição dos dois petistas. A votação a respeito dessa parte do item seis da denúncia terá continuidade na próxima segunda-feira, com Dias Toffoli. Na sequência, votam Cármen Lúcia, Cezar Peluzo, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto.
Além do ministro Gilberto Carvalho, também estavam presentes na abertura da exposição de Caravaggio, a presidente Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o presidente do STF, Ayres Britto, além do presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini. esta é a primeira vez que Brasília recebe obras do artista italiano. A mostra pode ser visitada todos os dias, das 9h às 19h, até o 14 de outubro.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Justiça concede direito de reposta a Haddad em programa de Serra
O juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Henrique Harris Junior, concedeu direito de resposta ao candidato Fernando Haddad (PT), que deve ser veiculado na propaganda do tucano José Serra, no horário eleitoral gratuito. O tempo para a resposta é de 1 minuto em cada uma das emissoras: Gazeta FM, Transamérica FM, Nova Brasil FM e Band FM.
Segundo o juiz, "a utilização de recurso sonoro imitando sirene de polícia, mais o uso do termo 'velho esquema' associados à vinculação da imagem do candidato Fernando Haddad à de seus correligionários envolvidos em processos para apuração de práticas ilícitas, cria a noção de que se trata de um grupo organizado para a realização das referidas práticas, o que tem caráter nitidamente ofensivo." A peça publicitária de 15 segundos foi veiculada diversas vezes nas emissoras de rádio.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Dilma apoia Patrus e cutuca Aécio: não saí de Minas pra ir à praia
"Não saí para ir à praia, para me divertir. Eu saí daqui porque fui perseguida", atacou Dilma
Foto: Ney Rubens/Terra
Foto: Ney Rubens/Terra
A presidente da República Dilma Rousseff durante 20 minutos de um comício do candidato à prefeitura de Belo Horizonte pelo PT, Patrus Ananias, atacou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o candidato à reeleição à Prefeitura de BH, Marcio Lacerda (PSB).
A irritação da presidente foi principalmente devido às declarações de Aécio que na segunda-feira, durante evento de campanha de Lacerda, disse que acreditava na vitória do candidato do PSB porque "a população (de BH) conhece muito melhor do que qualquer estrangeiro que vem aqui às vésperas da eleição dizer vote nesta ou naquela direção."
A presidente começou o discurso dizendo que veio até Belo Horizonte "não para falar mal de ninguém" e sim para elogiar Patrus Ananias. Mas em seguida Dilma recordou que nasceu, cresceu, estudou e iniciou a luta contra a Ditadura na capital mineira: "Eu quando saí daqui não saí para passear. Eu não fui passear, não saí para ir à praia, para me divertir. Eu saí daqui porque fui perseguida porque aqui começou, como em todo Brasil um grande, um forte processo de perseguição. Então eu quero dizer para vocês que na minha veia corre o sangue de Minas Gerais", esbravejou.
Durante o comício na região do Barreiro, Dilma estava acompanhada do vice-presidente Michel Temer e de ministros. Ela discursou a partir de anotações em um papel, segundo ela, para não esquecer tudo que queria falar.
"Vou usar aqui uma frase que o presidente Lula gostava muito de usar: nunca antes na história desse país. Pois bem, nunca antes na história desse estado a política foi tão pequena quanto essa praticada por essas pessoas que me chamam de estrangeira," disse Dilma ao encerrar a fala para cerca de 5 mil pessoas, segundo oPartido dos Trabalhadores.
Dilma disse ainda que justamente por ser mineira tem o exemplo de ex-presidentes que nasceram em Minas Gerais, mas deixou de fora o ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio Neves: "Eu aprendi uma coisa importante que os mineiros têm, sempre tiveram, que é ser capaz de lutar pelo seu País. O mineiro é o povo que mora aqui no centro do Brasil por isso, talvez, ele tenha um lugar especial e ele olha para todo o Brasil. Isso vem desde lá Tiradentes e passa pelos presidentes mineiros, o JK e o Itamar (Franco). (...) A mim espanta que eles falem que sou estrangeira, isso só meu causa um profundo desgosto e me faz pensar como o ser humano é capaz de confundir seus interesses pessoais com os interesses do País," atacou. "(Alguns) Políticos com visão mesquinha da vida acham que podem apagar Belo Horizonte da minha certidão de nascimento, não," completou.
Royalties e repasse de recursos
A presidente se mostrou ainda mais irritada com o fato do senador Aécio Neves ter declarado recentemente que ela vetou a emenda que permitia aumentar o valor dos royalties de minério pagos pelas mineradoras aos estados contrariando os interesses de Minas Gerais.
"Agora eu queria responder uma outra coisa, a história dos royalties. Se tem uma coisa falsa é fazer o seguinte. Muitas vezes se passam projetos que não têm condições de permanecer, o projeto tem falhas. E aí pode acontecer o seguinte, eu aumentei o royalties e as empresas podem entrar na Justiça e aí anulam e não pagam nenhum. Como eu não quero isso, vetamos e vamos fazer a Lei da Mineração cobrando royalties de minério como se cobra royalties de petróleo", prometeu.
Dilma também rebateu supostas declarações de que o governo dela e do ex-presidente Lula não repassam verbas para o governo de Minas Gerais. A presidente recordou a moratória decretada por Itamar Franco, quando ele era governador do Estado, em 1999, para dizer que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso "fingia que não via e deixou o governo mineiro às moscas".
"Eles, esse pessoal da oposição, deram um dinheirinho para o Itamar, vamos dizer R$ 530 milhões, foi um pouco menos, mas vamos ser generosos. Aí chegou o Lula e colocou R$ 3,7 bilhões aqui em Minas Gerais. Assim que o governo federal teve um pouco mais de dinheiro o presidente Lula deu para o governo anterior e para o que hoje está aí (do governador Antonio Anastasia) R$ 3,7 bilhões de financiamentos. Aí em dois anos, sabe quanto que nós colocamos à disposição do governo de Minas Gerais: R$ 9 bilhões".
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Em voto "indignado", Celso de Mello condena doze réus no STF
Em foto de arquivo, o ministro Celso de Mello profere seu voto durante sessão do julgamento do mensalão
Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF/Divulgação
Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF/Divulgação
GUSTAVO GANTOIS
- Direto de Brasília
Membro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello fez, até o momento, as mais duras críticas à compra de votos desde o início do julgamento da ação penal do mensalão. Em um voto que resultou na condenação de 12 réus apontados nesta fase do processo, o ministro afirmou que a corrupção compromete valores sociais e a eficácia na implementação de políticas públicas, além de afetar diretamente a democracia.
"Esses vergonhosos atos de corrupção parlamentar, profundamente lesivos à dignidade do ofício legislativo e à respeitabilidade do Congresso, alimentados por transações obscuras, idealizadas e implementadas em altas esferas, devem ser condenados e punidos com peso e o rigor da lei. Esse quadro de anomalia revela as gravíssimas consequências que derivam dessa aliança profana entre corruptos e corruptores, desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores e corruptos, verdadeiros marginais do poder", afirmou o ministro.
Celso de Mello surpreendeu o plenário ao votar pela condenação de todos os dez réus acusados de corrupção passiva, de 12 acusados de lavagem de dinheiro e também de sete réus acusados de formação de quadrilha. Com o voto do ministro, já há maioria para a condenação do deputado federal Pedro Henry (PP-MT) e do ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri por corrupção passiva.
"São valores jurídicos que se vêem ameaçados com a formação de uma quadrilha. E não importa qual, seja de bandoleiros de estrada ou de assaltantes dos cofres públicos. Os argumentos que dão suporte ao voto do ministro relator (Joaquim Barbosa), além de juridicamente consistentes, ajustam-se à base empírica revelada neste processo", disse o ministro.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex- presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
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sábado, 29 de setembro de 2012
Haddad lamenta comparação de Russomanno e Lula: 'sem paralelo'
"(Russomanno) ainda não apresentou sequer o seu coordenador de seu plano de governo, parece que está contratando de última hora uma pessoa para ajudá-lo. Ele não tem equipe"
Foto: Ricardo Santos/Terra
Foto: Ricardo Santos/Terra
RICARDO SANTOS
- Direto de São Paulo
O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, criticou neste sábado a comparação feita pelo adversário Celso Russomanno (PRB) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acusado pelos oponentes de não ter experiência, o ex-apresentador afirmou que Lula, antes de se eleger em 2002, só tinha experiência de um mandato de deputado federal e como líder sindical "e foi um bom presidente".
Após carreata pelo Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, Haddad afirmou que Russomanno e Lula "não têm paralelo". "É muito diferente a trajetória de uma pessoa e a de outra. Uma vem da luta social e com apoio de uma grande parcela da intelectualidade brasileira. O outro ainda não apresentou sequer o seu coordenador de seu plano de governo, parece que está contratando de última hora uma pessoa para ajudá-lo. Ele não tem equipe", criticou o petista.
Na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira, que mostra uma queda de cinco pontos percentuais de Russomanno (PRB), Haddad aparece como o maior beneficiário da queda. No segmento das famílias com renda entre 2 e 5 salários mínimos, que representa cerca de 40% da amostragem da pesquisa, por exemplo, Russomanno perdeu sete pontos, e Haddad cinco; Serra ganhou apenas um. Perguntado sobre a mudança, Haddad manteve um tom ácido e afirmou que o candidato do PRB vai perder apoio à medida que as pessoas conhecerem suas propostas.
"Essa ideia de cobrar a tarifa de ônibus proporcional à distância vai desempregar as pessoas na periferia, porque o empregador vai gastar menos com vale-transporte contratando quem mora perto. Isso não é correto, vai gerar um grande problema com os trabalhadores da periferia e ele (Russomanno) tem que reconhecer", afirmou Haddad, para quem "a população da periferia conhece o problema e não aceita essa ideia". "Tanto quanto as pessoas da periferia ficarem cientes das ideias do Russomanno ele vai perder apoio. Porque é injusto com quem mora na periferia sofrer discriminação em função de quem mora nos bairros centrais."
Carreata
Marcada para começar às 10h em um entroncamento de ruas na Chácara Santa Maria, no Capão Redondo, a carreata teve que mudar de lugar após causar grande transtorno no trânsito local. Diversos ônibus e micro-ônibus ficaram de 15 a 20 minutos presos no congestionamento, e um policial militar que exibia um fuzil começou a multar vários carros que estavam estacionados na rua aguardando a carreata.
Marcada para começar às 10h em um entroncamento de ruas na Chácara Santa Maria, no Capão Redondo, a carreata teve que mudar de lugar após causar grande transtorno no trânsito local. Diversos ônibus e micro-ônibus ficaram de 15 a 20 minutos presos no congestionamento, e um policial militar que exibia um fuzil começou a multar vários carros que estavam estacionados na rua aguardando a carreata.
Com uma hora de atraso, a comitiva de carros partiu e, por cerca de duas horas, percorreu bairros como Vila Clélia, Parque Maria Helena e Jardim Iracema, próximos à divisa com o município de Itapecerica da Serra. Militantes que acompanhavam a carreata em Kombis entregavam e arremessavam santinhos e bandeiras pelas janelas dos veículos. Na maioria das vezes, crianças ou donas de casa apanhavam o material do chão e entregavam aos familiares, mas em outros casos, sob resmungos, os santinhos eram varridos diretamente para o lixo.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Russomanno vai se comparar a Lula em propaganda, diz jornal
Para se defender das críticas feitas pelos adversários sobre sua falta de experiência em administração, Celso Russomanno, candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, vai traçar um paralelo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua propaganda eleitoral. As informações são do jornalFolha de S.Paulo.
Russomanno vai se comparar a Lula dizendo que o ex-presidente também não tinha passagem pelo Executivo antes de assumir o cargo. Lula marca presença na campanha do adversário de Russomanno, Fernando Haddad (PT), tanto em propagandas na televisão e rádio quanto em comícios.
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Jornal: PT deve poupar Igreja Universal em possível 2º turno
O PT planeja um pacto de não agressão caso Fernando Haddad vá para o segundo turno em São Paulo com Celso Russomanno (PRB). Os petistas devem poupar ataques à Igreja Universal, que tem ligações com a campanha e o partido de Russomanno. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O partido estaria temendo uma possível resposta negativa da TV Record à gestão de Dilma Rousseff. O ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), seria um intermediário entre as siglas.
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