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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Torcedores são os que vão sofrer mais no Brasil, diz Valcke

Valcke diz que Brasil não é a Alemanha em termos
de facilidade para o torcedor
A grandes distâncias entre as cidades-sede, problemas de infraestrutura, preocupações com a segurança e variações de clima tornaram a Copa do Mundo no Brasil um pesadelo logístico para as equipes, autoridades e a imprensa. Mas o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, admitiu que ninguém vai enfrentar tantas dificuldades quanto as centenas de milhares de torcedores que encaram preços altos por limitadas opções de transporte e hospedagem.

Valcke alertou que os fãs não poderão simplesmente aparecer nas cidades e dormir em seus carros ou em acampamentos como fizeram na Alemanha há oito anos, e também não podem embarcar em trens para ir de uma cidade para outra.

"O maior desafio será para eles", disse Valcke a um grupo de repórteres de agências internacionais. "Não será para a mídia, não será para as equipes, não será para as autoridades, será para os torcedores".

"Reconheço que é difícil falar sem criar diversos problemas... mas minha mensagem para os torcedores seria: apenas certifique-se de que você está organizado para ir ao Brasil", acrescentou.

"Você não pode dormir na praia, primeiramente porque é inverno... Certifique-se de organizar sua acomodação, você não pode simplesmente chegar com uma mochila e começar a andar, não há trens, você não pode dirigir (de uma cidade-sede para outra)", disse.

"Não apareça pensando que é a Alemanha, que é fácil se locomover pelo país. Na Alemanha, você pode dormir no seu carro, você não pode fazer isso (no Brasil)".

As preparações do Brasil para a Copa foram afetadas por atrasos na construção de estádios e outros projetos de infraestrutura, em meio a um crescente descontentamento público com os gastos do evento.

Críticos dizem que os organizadores brasileiros tornaram a vida mais difícil do que deveria ser ao realizar o evento em 12 cidades por todo o país, quando apenas oito seriam o suficiente.

Valcke disse que a Fifa foi convencida a concordar em tantas cidades-sedes pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Como você diz (antecipadamente) que isso não vai funcionar?", disse Valcke.

"É verdade que você multiplica o risco ao ter mais estádios. Mas você enfrenta uma situação quanto tem um governo e um presidente, à época Lula, que está explicando para você que a... Copa do Mundo deve ser para todo o Brasil e não para algumas cidades", acrescentou.

"Ele disse que a última vez que o Brasil sediou a Copa do Mundo foi em 1950, que essa Copa do Mundo está em um país em desenvolvimento, que é importante unir todas as pessoas e trazer essa energia para o Brasil."

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, que também era parte do comitê-executivo da Fifa à época, foi igualmente persuasivo, acrescentou Valcke. "Quando isso vem ao comitê-executivo de um de seus membros, quem vai falar não", afirmou o dirigente da Fifa.

SOLUÇÃO LOGÍSTICA

A logística foi complicada ainda mais porque os organizadores, então, decidiram que as equipes jogariam suas partidas de grupo em três diferentes locais ao invés de ficarem no mesmo lugar.

"Eu pensava que a questão logística era dividir as 32 equipes em quatro grupos e evitar movê-las para (outras) zonas do país", disse Valcke.

Mas, novamente, a Fifa foi persuadida a mudar de planos porque os organizadores brasileiros queriam que a seleção brasileira jogasse no máximo de cidades possível.

"Também foi um pedido do Brasil porque eles não queriam que o Brasil jogasse apenas em um canto do país, e que eles não poderiam fazer o Brasil viajar e deixar todos as outras equipes apenas em um lugar", afirmou.

Ele admitiu que o grande tamanho do território brasileiro fez uma grande diferença, mas acrescentou: "Você não está olhando para todos esses fatores para tomar as decisões finais, você olha mais para o espírito da competição".

Valcke disse que a Fifa estava ciente, à época, das limitadas condições de transporte aéreo e aeroportos do Brasil, mas acreditava que esses problemas seriam resolvidos em tempo para o evento.

"Nós sabíamos, mas isso foi em 2009 e você poderia esperar que em cinco anos pudessem haver mudanças, cinco anos para um país garantir que, quando uma decisão é tomada a pedido desse mesmo país, a estrutura esteja montada para entregar o que você concordou".

Entretanto, os trabalhos em novos terminais aeroportuários sofreram com atrasos na maioria das cidades, aumentando o risco de superlotação e confusão durante o torneio.

No caso de Fortaleza, uma estrutura temporária foi erguida para receber os torcedores devido ao atraso na reforma do aeroporto da cidade.

A Fifa agora torce para que os fãs não percam jogos por conta de voos atrasados. "Se você passa cinco horas em frente a uma boate porque não consegue entrar, isso acaba com a sua noite... e não é isso que deve acontecer", disse Valcke.

Fonte: Terra

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Dilma cogita dar cargo a Lula em campanha eleitoral

Por Guilherme Paixao

Lula e Dilma devem dialogar nos próximos dias para definir detalhes da eleição
O jornal Folha de S. Paulo publicou na edição desta sexta-feira que a presidente Dilma Rousseff pretende convidar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a função de coordenador formal de sua campanha à reeleição. Segundo a publicação, essa seria uma tentativa para abafar o movimento “volta, Lula”, que surgiu nas últimas semanas. (Abafar ? Como fazer algo voltar sendo que nunca saiu ? #Cegos)

Segundo interlocutores de Lula e Dilma, a ideia é discutida há semanas na coordenação de campanha e é vista como uma forma de atenuar o coro que pede a volta de Lula ao poder. Existe a expectativa de que auxiliares do Planalto de que Dilma e Lula conversem hoje antes do encontro nacional do PT, em São Paulo.

Auxiliares de Dilma acreditam que, ao assumir um cargo formal, Lula mostrará claramente seu empenho para eleger sua sucessora.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dilma descarta projeto para estabelecer datacenters no País

A presidente responde perguntas da população sobre o
 Marco Civil pelo Facebook do Palácio do Planalto
Um dia após ter sancionado o Marco Civil da internet, lei que estabelece um conjunto de direitos e deveres dos usuários da rede no Brasil, a presidente Dilma Rousseff usa a página do Palácio do Planalto no Facebook na manhã desta quinta-feira para tirar dúvidas sobre a nova legislação. A ação da presidente faz parte da estratégia de comunicação que dedica mais espaço à internet e ao contato direto da presidente com a população.

Dilma descartou a possibilidade de o governo criar uma nova legislação para reter dados de brasileiros no Brasil. A proposta constava no texto do Marco Civil enviado ao Congresso, mas foi derrubada durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Ventilou-se, no entanto, que o governo retomaria o assunto por meio de outro projeto de lei.

“O governo não irá insistir em outra legislação para implantar datacenters no país. Consideramos superado esse debate pelo parágrafo 3º do artigo 11, justamente a obrigação para os provedores de conexão e aplicação de cumprir a legislação brasileira, referente à coleta, guarda, armazenamento ou tratamento de dados”, afirmou a presidente em resposta a uma das indagações no Facebook.

Em troca, o governo aceitou recuar do artigo que determinava a instalação de bancos de dados no Brasil para arquivamento de informações sobre brasileiros. A solução para a retirada do artigo implicou em um reforço de outro ponto da lei que estabelece a vigência da legislação brasileira sobre dados de brasileiros – o artigo ao qual a presidente se referiu na resposta.

Em outra resposta, Dilma afirmou que o Marco Civil coloca o Brasil em posição de vanguarda e reiterou que “qualquer dado coletado no Brasil, pouco importando se por empresa brasileira ou estrangeira está sujeito a legislação brasileira”. “Com isso se assegura a soberania da legislação sobre os dados coletados e se protege o consumidor nacional”, afirmou a presidente.

A presidente também negou que os armazenamento de dados afete a liberdade individual e afirmou que o decreto que vai regulamentar a nova legislação de internet será amplamente discutido. “É vedado às empresas e aos governos a violação da privacidade de dados, seja no que se refere a pessoas, no que se refere às empresas, e ao governo”, disse a presidente. “(O decreto) será discutido amplamente pela internet e com toda a sociedade para que nós possamos aprimorar cada vez mais esse dispositivo que assegura a privacidade e coibindo eventuais abusos”, acrescentou.

O Marco Civil tramitou por menos de um mês no Senado depois de passar quase três anos na Câmara. A pressa pela aprovação do projeto atendeu a um apelo do Palácio do Planalto, que pretendia justamente apresentar a nova legislação no evento NetMundial. Dilma propôs sediar o encontro no Brasil depois das denúncias de espionagem por agentes americanos contra autoridades e usuários brasileiros, entre as quais a própria presidente.

Entenda o que muda
O foco principal do Marco Civil é a chamada "neutralidade de rede". Teoricamente, isso significa que todas as informações que trafegam na internet devem ser tratadas da mesma forma. Com ela, o internauta tem acesso garantido a qualquer tipo de conteúdo online, com a mesma velocidade, sem interferências e sem precisar pagar mais nada além da velocidade de conexão.

No entanto, o governo precisou mexer no ponto que previa a regulamentação das exceções da neutralidade da rede. Pelo texto, a Presidência da República decidiria, por meio de decreto, a degradação ou discriminação de dados em duas situações: quando indispensável para melhorar a prestação de serviços ou priorizar serviços de emergência. Por exemplo, vídeos ao vivo ou cirurgias por videoconferência ganham um tratamento melhor de conexão que e-mails.

O relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), alegava que a criação de novos serviços na internet exigia uma regulamentação mais rápida, e não poderia depender do Legislativo e de alterações na lei. Após reuniões com lideranças partidárias, o governo aceitou incluir no texto a previsão de que a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) sejam ouvidos para a elaboração de decretos.

Privacidade 
O texto prevê que os registros de conexão dos usuários devem ser guardados pelas empresas de internet por um ano, sob total sigilo e ambiente seguro. As informações guardadas deverão ser apenas referentes ao IP, data e hora inicial e final da conexão, sem informações adicionais sobre o usuário, a não ser em casos de ordem judicial. Mas para algumas organizações de mídia e de defesa do consumidor, a obrigatoriedade de manter os dados guardados vai incentivar os provedores a utilizá-los comercialmente. No caso das redes sociais, o usuário terá o direito de pedir a exclusão definitiva dos seus dados quando encerrar seu perfil.

Conteúdo
A lei define que conteúdos publicados pelos internautas só serão retirados após ordem judicial. A exceção vale para conteúdos que violem uma matéria penal, como pedofilia, racismo ou violência. O objetivo é que isso evite que um material que possa causar riscos a algum usuário fique no ar enquanto aguarda a decisão da Justiça. A decisão judicial também não vale para conteúdos que envolvam direitos autorais, o que pretende combater principalmente a pirataria de músicas, filmes e livros na web.

Fonte: Terra

terça-feira, 1 de abril de 2014

'Muitos perderam a vida por nada', diz ex-guerrilheira que esteve presa com Dilma

Imagem mostra Iza Salles na época que era guerrilheira (© Arquivo Pessoal)
Imagem mostra Iza Salles na época que era guerrilheira
Horas depois de ser presa e torturada na sede carioca do DOI-CODI, um dos órgãos de repressão mais temidos da ditadura, a jornalista Iza Salles conheceu um anjo em forma de monstro.

Após uma noite inteira de choques elétricos, ela foi deixada sobre um colchão cheio de buracos e percevejos na sala de tortura porque já não havia lugar nas outras celas.
Quando tentava pegar no sono, ouviu passos no escuro vindo do corredor. Certa de que não escaparia de um estupro ou da morte, fechou os olhos e começou a rezar.
Foi quando um soldado alto, de feições 'amedrontadora' - com manchas escuras por todo o rosto - se aproximou e lhe pediu seu cinto.

Apavorada, ela obedeceu, sem entender de imediato que, ao se apoderar do acessório, aquele soldado com 'cara de monstro' queria evitar que ela tentasse se enforcar em um momento de desespero.

Ainda com a respiração ofegante, Iza ouviu o homem dizer 'calma, calma'. E essa palavra foi repetida pelo mesmo soldado todas as vezes em que ele se aproximou dela naquela noite fria de junho de 1970.
São a lembranças como essa que Iza tenta se apegar para não sofrer demais quando se recorda dos sete meses em que ficou presa no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Leia mais sobre os 50 anos do golpe:
Ela diz que conceder a entrevista à BBC Brasil lhe obrigou a fazer uma viagem difícil.
'Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito. E hoje, com a idade, fico emocionada', diz ela pelo telefone com a voz embargada.


Ana, Maria, Darci
Aos 75 anos, Iza Salles foi integrante, no final dos anos 60, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo de guerrilha de extrema-esquerda que tinha como um de seus comandantes o capitão do Exército Carlos Lamarca, que desertara.

O grupo realizou assaltos a bancos para financiar suas ações e montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Também esteve por trás do sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, que foi 'trocado' pela libertação de 70 presos políticos.

A jornalista era do setor de inteligência da VPR. Editora do Segundo Caderno do jornal Diário de Notícias, ela ficava encarregada de passar à guerrilha informações de bastidores sobre o governo militar.

E se envolvia em ações mais arriscadas, como transportar dirigentes importantes da guerrilha do Rio para São Paulo. Entre 1967 e 1970, atendia pelos codinomes de Ana, Maria e Darci.

Imagem mostra Iza Salles atualmente (© Arquivo pessoal)
Imagem mostra Iza Salles atualmente
'Tarefas' de Paris
Seu interesse por política começou ainda no governo João Goulart, quando participava de manifestações e reuniões estudantis. Mas foi a partir de 1966, quando ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Sorbonne, na França, que passou a ter um envolvimento direto com a resistência à ditadura.

Em Paris, ela frequentava reuniões organizadas por exilados para debater planos para derrubar os militares. Um desses exilados era José Maria Crispim, militante comunista e deputado da constituinte em 1946. Crispim promovia encontros entre exilados e estudantes brasileiros que, posteriormente, retornavam ao Brasil com 'tarefas'.
'A gente voltava carregando na mala mensagens cifradas para companheiros e, principalmente, manifestos', relembra.

Iza voltou ao Brasil no final de 67 como membro do Movimento Nacionalista Revolucionário, fundado por sargentos rebelados, e que depois se transforma na VPR.
No início de 1970, o cerco começou a se fechar. Alguns de seus companheiros começavam a faltar a encontros marcados nos 'pontos' clandestinos, sinal de que haviam 'caído'.

Em uma dessas ocasiões, ela recebeu um recado para 'desaparecer' e entrar na clandestinidade. A partir daí, viveu escondida na casa de amigos até que decidiu fugir do país. Marcou uma passagem para a França, em 23 de junho, mesmo dia em que a seleção tricampeã voltaria do México.

Sua esperança era de que passaria despercebida pelos militares diante da euforia pela chegada dos jogadores. Ledo engano. Assim que saiu do campo de visão de sua família, que compareceu em peso ao Galeão para protegê-la, sentiu seus pés suspensos no ar.

'Dois brutamontes' pegaram-na pelos braços e, jogada no banco de trás de um carro, foi conduzida à sede do DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, zona norte do Rio.

Transferida um dia depois para a Vila Militar, em Deodoro, zona Oeste da cidade, ela saiu da cela pela primeira vez em 18 de julho, dia de seu aniversário, quando ganhou 'de presente' um banho de sol.
Poucas semanas depois, a jornalista foi levada para São Paulo, onde respondia a um processo por ter levado um dirigente da VPR ao Estado.

Torre das donzelas
Na 'Torre das Donzelas' do Presídio Tiradentes, hoje demolido, Iza ficou detida com dezenas de outras presas políticas, entre elas a presidente Dilma Rousseff.

'Lembro que ela ficava sempre muito recolhida, triste. Das (militantes) que estavam ali, ela era a presidente improvável, não se destacava ou mostrava liderança'.

Iza e as companheiras passavam o tempo fazendo tricô ou jogando vôlei 'para descarregar a raiva'. Ao contrário do que se poderia imaginar dos carcereiros, muitos eram 'generosos' e jogavam balas pelas grades das celas ou colocavam música alto do lado de fora para que as presas ouvissem.

A liberdade - que em seus sonhos na prisão caía do céu em forma de bombom de chocolate - só viria no final de 70.
A partir daí ela abandonou a luta armada e passou a optar por uma militância mais 'consequente', passando a colaborar com os jornais de resistência Opinião e O Pasquim - tendo sido a única jornalista mulher a editar este último.

'Foi a única forma de continuar na luta', diz Iza, que no Pasquim assinava como Iza Freaza.
Junto com Jaguar, Ziraldo, entre outros, ela comandou algumas das entrevistas mais célebres do semanário, entre as quais a do ex-presidente Jânio Quadros.

Revendo a luta armada
Em 1977, ela partiu para uma segunda temporada de estudos na França. A anistia parcial, dois anos depois, não foi suficiente para trazê-la de volta, o que aconteceria somente em 1984.
'A luta armada foi a estratégia certa? Você faria tudo de novo?', pergunto-lhe.
'Com a cabeça que tenho hoje, não. Terminamos derrotados, muitos de nós perderam a vida por nada', diz ela.
'Até hoje não fizeram a reflexão de que pregávamos uma ditadura de esquerda - que são terríveis. Muitos não queriam ver as denúncias que vinham da União Soviética sobre perseguições e mortes.'
Foi esta reflexão sobre o comunismo que lhe inspirou a escrever o livro Um Cadáver ao Sol, que relata, segundo ela, como a ditadura comunista pode conduzir à 'autodestruição'.
'A democracia ainda é o caminho para construir vielas de idealização. Pode não ser perfeito, mas é a melhor forma de governo'.

Fonte: UOL

segunda-feira, 31 de março de 2014

50 anos do golpe militar: O Bicho papão brasileiro ainda assusta

Repressão resultou em mortos, desaparecidos, torturados e exiladosAntonio Lúcio/22.09.1977/Estadão Conteúdo
Como um pesadelo que ainda provoca calafrios e aflições e não se dissipa com raios da manhã, o golpe militar de 31 de março de 1964 — que completa 50 anos hoje — ainda está vivíssimo na memória do País como um período de tenebrosas violações da liberdade, dos direitos humanos que deixou milhares de mortos, desaparecidos e torturados e se prolongou por longos 21 anos, até 15 de março de 1985 com a posse do civil José Sarney e a instauração da Nova República.
Um período de excessos que não se curvou até hoje a julgamento histórico de fato. Ainda que existam movimentos concretos de tentativa de apuração dos abusos, nada ainda aconteceu.
Torturadores e militares com as mãos sujas de sangue refestelam-se no sofá da sala quem sabe livres das dores agudas da consciência. Mas é sempre importante lembrar que, apesar do combate desigual, os opositores do regime sequestraram diplomatas, assaltaram bancos, mataram e orquestraram guerrilhas armadas. O País, governado por uma vítima da tortura, não consegue acertar as contas com o seu passado.
Nesses 50 anos dessa violenta ruptura institucional, não há absolutamente nada a comemorar. Não há vencedores, nem vencidos. Até porque alguns dos mais ilustres e impetuosos combatentes da ditadura – os supostos mocinhos deste filme de terror – estão presos numa cadeia em Brasília condenados pelo vil crime de corrupção.   
Mas vamos aos fatos que fizeram os senhores de farda verde-oliva saírem dos quartéis para enterrar a democracia e a liberdade por duas décadas. A história, então, recua para 25 de agosto de 1961 quando um presidente populista, dado a se expressar em português castiço, renunciou ao mandato acuado pelo que disse serem “forças terríveis” que se levantaram contra ele.
Jânio Quadros, diziam, queria voltar aclamado pelo povo, com poderes ampliados, o que jamais aconteceu. Seu vice, João Goulart, estava na China quando tudo aconteceu. A temível China comunista, o que só ajudava naquele instante a reforçar sua imagem de comunista. Justo ele, filho de um rico estancieiro, como se diz nos pampas de onde veio.
O mundo vivia tempos maniqueístas, dominado pelo medo e dividido entre obsoletas ideologias capitalista e comunista. Era a Guerra Fria, em que a então União Soviética comunista e os Estados Unidos capitalistas duelavam num tabuleiro de xadrez (ou seria um paiol atômico) pela supremacia do planeta.
E o que americanos mais temiam era que o Brasil se convertesse numa gigantesca Cuba continental e carregasse toda a América Latina numa aventura socialista.  Daí, o apoio integral ao golpe contra Jango.
Os militares não se afeiçoavam a Jango desde sua atuação como ministro do Trabalho de Getúlio Vargas e, com a renúncia de Jânio, ensaiaram um primeiro golpe. Não deu certo, o Brasil viveu uma breve experiência parlamentarista e Jango recuperou seus poderes em janeiro de 1963. Quase um ano depois, em 1º de abril, deixava o poder rumo a um exílio sem volta. Ele não tinha aliados suficientes na caserna e nem os mais próximos se dispuseram a lutar contra tropas que marcharam de Minas Gerais para apeá-lo do poder.
Como Jango queria, não se derramou uma gota de sangue sequer. Havia clamor popular contra o governo que apoiava reformas sociais, intenção que Jango — inflamado pelo incendiário cunhado e então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, deixara bem claro num barulhento comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
No discurso, lançara propostas incômodas para uma já assustada classe média que respondeu com os comícios no Rio e em São Paulo batizados de Marcha da Família com Deus pela Liberdade, pateticamente reeditados há quinze dias.
Com o País dividido, Jango lançou-se ao desafio final antes da derrota de 31 de março. Solidarizou-se com marinheiros e sargentos rebelados e, no último gesto de enfrentamento, reuniu-se com os sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, num imperdoável — para os militares — apoio à insubordinação militar. No dia seguinte, o Exército se rebelou e Jango foi deposto.
Cinco generais (e uma temporária junta militar) se revezaram no comando do País. Homens de espírito duro — alguns bem mais duros — que sufocaram com mão de ferro os contrários. O golpe dentro do golpe se deu quatro anos depois em meio a revoltas estudantis e com a luta armada surgindo.
O general Arthur da Costa e Silva assinou em 13 de dezembro de 1968 o Ato Institucional nº5, o mais cruel dispositivo utilizado pela ditadura. O ato suprimiu os direitos políticos dos cidadãos por dez anos em caso de manifestação contra o regime e determinou que prisões poderiam ser feitas sem o respeito aos direitos legais. O Congresso permaneceu fechado por um ano.
Pouco articulada e sem apoio da população, que desfrutava uma euforia do crescimento da economia, reajustada nos primeiros anos pelos militares, a oposição foi presa fácil e rapidamente sufocada. Mortos, torturados, desaparecidos e exilados só aumentavam.
Intelectuais de peso foram obrigados a fugir e viver no exterior e quem ficou, sucumbiu. 50 anos depois tudo é história, ainda que existam feridas abertas, corpos enterrados em covas clandestinas e demônios na espreita. Enquanto isso, o País espera pela Copa do Mundo, bem coisa de brasileiro mesmo né !?

Fonte: R7 e eu !

quarta-feira, 12 de março de 2014

Dilma recua e abranda lei contra mascarados em protestos

Direto de São Paulo
Guilherme Paixão


Você se lembra daquele projeto que causou insatisfação a muitos defensores da liberdade de expressão e manifestação que foi enviado a Brasilia, que prevê a  punição de pessoas com mascaras em protestos ? Então, ele sera revisado e abrandado.

Segundo o jornal Estado de S.Paulo, a comu...ops quase desculpe, a Dilma Rousseff simplesmente determinou que o protótipo do projeto seja difundido para consulta informal entre os líderes partidários e de movimentos sociais antes de chegar à pauta do Congresso.

O projeto, quando criado, por medo dos protestos iniciados há um ano, previa a punição do cidadão protestante no uso de máscara ou impedindo de alguma forma a sua identificação. Depois de muito bla bla bla de policia e politica, revisaram e decidiram que a nova lei se limitaria a determinar que policias decidam se o eventual mascarado apresenta algum tipo de perigo ou não, não preciso nem falar como vai ser depois de aprovada essa lei né !? Vamos aguardar pra ver no que vai dar.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um pedido do Papa

Papa pede que brasileiros se mobilizem contra tráfico humano

Direto de São Paulo
Guilherme Paixão

Primeiro quero deixar bem claro que não estou de perseguição com o Papa, e muito menos o a população religiosa que mesmo me deixando enojado ainda permaneço respeitando. Agora vamos  falar !

Estava navegando pela nossa maravilhosa internet, fruto de muita coisa boa quando de repente uma noticia me chamou atenção, era o bom velhinho pedindo aos brasileiros que se mobilizem contra "a praga social" que ao ver dele representa o tráfico de seres humanos, com um papo de que "a dignidade é igual para todos" ooOh!, #soquenao né Papa !? No mundo real isso não é para todos.

Tudo isso começou quando ele estava enviando uma mensagem aos fiéis devido o inicio da Quaresma. "Fraternidade e tráfico de seres humano", foi o tema como foco proposto pelos bispos brasileiros para o período litúrgico que começa nesta Quarta-Feira de Cinzas com o lema: (agora vai a parte que me deixa curioso por detalhes, bora la), "Cristo nos libertou para que sejamos livres". PORRA NENHUMA!

Uffa! desculpem-me, voltando ao assunto, aonde esta a liberdade liberta dita acima mesmo ? Tem uma parte da noticia em que eu li que da ate vergonha de colocar aqui mas vou colocar assim mesmo:


O papa Francisco pediu em sua mensagem aos brasileiros que se mobilizem contra a praga social que representa o tráfico de seres humanos, já que Deus pediu ao mais necessitado ser livre e ajudar a serem livres também seus irmãos.

Avisa Deus que aqui embaixo o buraco é bem mais fundo do que ele pensa Papa, enfim. Agora vem a parte que ele merece respeito com o testo abaixo:

"Não é possível permanecer indiferente sabendo que há seres humanos comprados e vendidos como mercadorias! Levemos em conta as crianças que tem seus órgãos retirados, as mulheres enganadas e obrigadas a se prostituir, os trabalhadores explorados, sem direitos, sem voz", lamentou o pontífice em sua mensagem.
"Chegando a esse ponto, é necessário um profundo exame de consciência: quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado um objeto, exposto para ser vendido como um produto ou para satisfazer desejos imorais?", acrescentou o papa argentino, para responder que aqueles que usam e exploram os seres humanos indiretamente se tornam cúmplices do abuso. 
"Pais que escravizam seus filhos, filhos que escravizam seus pais, cônjuges que esqueceram o chamado desse dom, se exploram como se fossem produtos de consumo, de usar e descartar; idosos sem um lugar na sociedade e crianças e adolescentes sem voz", enumerou Francisco, que ressaltou a grande quantidade de ataques aos quais estão expostos os valores da família e da convivência social.
"A dignidade humana é igual para todos os seres humanos: quando firo a do outro, firo também a minha. É a liberdade para a qual Cristo nos libertou", concluiu. 

 O Dilma, a parte do trabalhador explorado, sem direito e sem voz, a nação brasileira deixa a seu critério resolver beleza ;), sobre escravizar filho ou os pais, explorar como produto de consumo, uso e abuso, visando também os idosos sendo negligenciados é tudo uma questão de uma nação sem educação, sem princípios, sem visão de crescimento, mas garanto que se você falar de uma coisa redonda que não é roda e sim bola todo mundo sabe o que é, ficam até parecendo selvagens quando a utilizam, mas infelizmente é assim.

Eu apoio o pedido do Papa Francisco, mesmo sabendo que de nada adiantara ele pelo menos esta fazendo o papel dele de tentar ajudar, e você o que esta fazendo ?

sábado, 3 de novembro de 2012

Dilma e Temer viajam e Marco Maia assume presidência em novembro

Por Guilherme Paixão
Direto de São Paulo

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deverá assumir o comando do país no próximo dia 16, quando a presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer, estarão fora do país. Esta será a quarta vez que Marco Maia assume a Presidência do País.

Temer embarca para a Alemanha no dia 14 de novembro,, onde vai se encontrar com a chanceler Angela Merkel, com retorno previsto para dia 18.

Enquanto Dilma segue para Europa no dia 16.  A presidente participará da 22° Cúpula Ibero-Americana que fica em Cádiz, no Sul da Espanha. Dilma fica na Espanha até o dia 19 e deve se encontrar com o primeiro-ministro do país Mariano Rajoy.


Marco Maia assume a presidência do país de 16 a 18, segundo a linha sucessória . Na última vez em que ocupou o cargo, ele teve uma agenda apertada, lhe trazendo muitos compromissos em um mesmo dia, semelhante a da presidenta.

Na lista de audiências de Maia entraram principalmente prefeitos e políticos do Rio Grande do Sul, seu estado natal.

domingo, 7 de outubro de 2012

Dilma se diz de geração que não votou e afirma que votaria em Haddad

Dilma Rousseff disse que em São Paulo teria votado por Haddad. Foto: Wesley Santos/Futura Press
Dilma Rousseff disse que em São Paulo teria votado por Haddad
Foto: Wesley Santos/Futura Press

DANIEL FAVERO

Direto de Porto Alegre
Após votar em uma escola na zona sul de Porto Alegre, a presidente da República, Dilma Rousseff, disse neste domingo que é da "geração que não votou", referindo-se aos tempos da ditadura militar. Ela se esquivou de perguntas sobre em quem tinha votado, afirmando que os três candidatos porto-alegrenses eram de sua base aliada, mas disse que, se votasse em São Paulo, o escolhido seria Fernando Haddad, candidato do qual ela participou de um comício.
"Eu sou da geração que não voltou, e é importante, mesmo quando a memória individual das pessoas vai se dissolvendo, porque muita gente no Brasil já nasceu na democracia, mas tem uma quantidade de brasileiros que se lembram do que é não ter o direto do exercício do voto", afirmou Dilma, acompanhada pelo governador Tarso Genro (PT), que votou no mesmo lugar.
Perguntada sobre em quem escolheu, Dilma, bem humorada, respondeu: "gente, vamos combinar, o voto é secreto. Eu sou presidente, mas aqui estou exercendo minha condição de cidadã (...). Você tem que entender, os três candidatos (de Porto Alegre) são da minha base, mas votaria no Haddad", disse se referindo as disputas eleitorais gaúcha e paulistana.
A presidente disse ainda que o momento do voto é especial, porque mostra como o País é uma democracia estável, "especialmente com essa imensa festa que é escolher quem vai dirigir a sua própria cidade. Aqui, no caso, estamos escolhendo quem vai dirigir Porto Alegre. Eu vou desejar a todos os porto-alegrenses, aos gaúchos e a todos os brasileiros, que esse á uma País unido, eu desejo a todos eles e a todas elas uma ótima eleição", afirmou.
Dilma chegou a Porto Alegre no final da manhã de sábado e passou o dia com a família. Ela chegou ao local de votação por volta das 9h20 e ainda de manhã segue para Brasília, onde deve acompanhar a apuração.
Eleições 2012
As eleições municipais de 2012, que ocorrem no domingo, 7 de outubro, levarão às urnas mais de 138 milhões de brasileiros aptos a escolher prefeitos e vereadores para um mandato de quatro anos. Em todo o País, são cerca de 436 mil sessões eleitorais, que estarão abertas das 8h às 17h. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral(TSE), mais de 15 mil candidatos a prefeito, 16 mil a vice-prefeito e 481 mil a vereador disputam o pleito.
A votação acontece em 5.568 municípios - somente o Distrito Federal e a ilha de Fernando de Noronha não terão eleição. Em 229 cidades de 24 Estados, os eleitores terão à disposição um novo sistema que vem sendo adotado gradativamente pela Justiça Eleitoral: o voto biométrico.

Terra Noticias

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dilma apoia Patrus e cutuca Aécio: não saí de Minas pra ir à praia

Não saí para ir à praia, para me divertir. Eu saí daqui porque fui perseguida, atacou Dilma. Foto: Ney Rubens/Terra
"Não saí para ir à praia, para me divertir. Eu saí daqui porque fui perseguida", atacou Dilma
Foto: Ney Rubens/Terra

A presidente da República Dilma Rousseff durante 20 minutos de um comício do candidato à prefeitura de Belo Horizonte pelo PTPatrus Ananias, atacou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o candidato à reeleição à Prefeitura de BH, Marcio Lacerda (PSB).

A irritação da presidente foi principalmente devido às declarações de Aécio que na segunda-feira, durante evento de campanha de Lacerda, disse que acreditava na vitória do candidato do PSB porque "a população (de BH) conhece muito melhor do que qualquer estrangeiro que vem aqui às vésperas da eleição dizer vote nesta ou naquela direção."
A presidente começou o discurso dizendo que veio até Belo Horizonte "não para falar mal de ninguém" e sim para elogiar Patrus Ananias. Mas em seguida Dilma recordou que nasceu, cresceu, estudou e iniciou a luta contra a Ditadura na capital mineira: "Eu quando saí daqui não saí para passear. Eu não fui passear, não saí para ir à praia, para me divertir. Eu saí daqui porque fui perseguida porque aqui começou, como em todo Brasil um grande, um forte processo de perseguição. Então eu quero dizer para vocês que na minha veia corre o sangue de Minas Gerais", esbravejou.
Durante o comício na região do Barreiro, Dilma estava acompanhada do vice-presidente Michel Temer e de ministros. Ela discursou a partir de anotações em um papel, segundo ela, para não esquecer tudo que queria falar.
"Vou usar aqui uma frase que o presidente Lula gostava muito de usar: nunca antes na história desse país. Pois bem, nunca antes na história desse estado a política foi tão pequena quanto essa praticada por essas pessoas que me chamam de estrangeira," disse Dilma ao encerrar a fala para cerca de 5 mil pessoas, segundo oPartido dos Trabalhadores.
Dilma disse ainda que justamente por ser mineira tem o exemplo de ex-presidentes que nasceram em Minas Gerais, mas deixou de fora o ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio Neves: "Eu aprendi uma coisa importante que os mineiros têm, sempre tiveram, que é ser capaz de lutar pelo seu País. O mineiro é o povo que mora aqui no centro do Brasil por isso, talvez, ele tenha um lugar especial e ele olha para todo o Brasil. Isso vem desde lá Tiradentes e passa pelos presidentes mineiros, o JK e o Itamar (Franco). (...) A mim espanta que eles falem que sou estrangeira, isso só meu causa um profundo desgosto e me faz pensar como o ser humano é capaz de confundir seus interesses pessoais com os interesses do País," atacou. "(Alguns) Políticos com visão mesquinha da vida acham que podem apagar Belo Horizonte da minha certidão de nascimento, não," completou.

Royalties e repasse de recursos

A presidente se mostrou ainda mais irritada com o fato do senador Aécio Neves ter declarado recentemente que ela vetou a emenda que permitia aumentar o valor dos royalties de minério pagos pelas mineradoras aos estados contrariando os interesses de Minas Gerais.
"Agora eu queria responder uma outra coisa, a história dos royalties. Se tem uma coisa falsa é fazer o seguinte. Muitas vezes se passam projetos que não têm condições de permanecer, o projeto tem falhas. E aí pode acontecer o seguinte, eu aumentei o royalties e as empresas podem entrar na Justiça e aí anulam e não pagam nenhum. Como eu não quero isso, vetamos e vamos fazer a Lei da Mineração cobrando royalties de minério como se cobra royalties de petróleo", prometeu.
Dilma também rebateu supostas declarações de que o governo dela e do ex-presidente Lula não repassam verbas para o governo de Minas Gerais. A presidente recordou a moratória decretada por Itamar Franco, quando ele era governador do Estado, em 1999, para dizer que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso "fingia que não via e deixou o governo mineiro às moscas".
"Eles, esse pessoal da oposição, deram um dinheirinho para o Itamar, vamos dizer R$ 530 milhões, foi um pouco menos, mas vamos ser generosos. Aí chegou o Lula e colocou R$ 3,7 bilhões aqui em Minas Gerais. Assim que o governo federal teve um pouco mais de dinheiro o presidente Lula deu para o governo anterior e para o que hoje está aí (do governador Antonio Anastasia) R$ 3,7 bilhões de financiamentos. Aí em dois anos, sabe quanto que nós colocamos à disposição do governo de Minas Gerais: R$ 9 bilhões".

Terra Noticias

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Jornal: PT deve poupar Igreja Universal em possível 2º turno


PT planeja um pacto de não agressão caso Fernando Haddad vá para o segundo turno em São Paulo com Celso Russomanno (PRB). Os petistas devem poupar ataques à Igreja Universal, que tem ligações com a campanha e o partido de Russomanno. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O partido estaria temendo uma possível resposta negativa da TV Record à gestão de Dilma Rousseff. O ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), seria um intermediário entre as siglas.

Terra Noticias

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dilma abre hoje a Assembleia Geral das Nações Unidas

Dilma em encontro com o secretário da ONU, Ban Ki-Moon, Emerson Fittipaldi e o presidente da FIA, Jean Todt. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Dilma em encontro com o secretário da ONU, Ban Ki-Moon, Emerson Fittipaldi e o presidente da FIA, Jean Todt
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

A presidente Dilma Rousseff será a primeira governante a discursar na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, em Nova York. Ela pretende enviar uma série de mensagens à comunidade internacional, como a busca pelo fim de conflitos, como o da Síria, sem a intervenção militar. Também vai sugerir que os países se empenhem em executar as metas fixadas na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Dilma pretende ainda defender a necessidade de um esforço conjunto para tentar o reequilíbrio econômico no cenário internacional, atenuando os impactos da crise, principalmente nos países da zona do euro. A presidenta deverá também ressaltar que o Brasil sediará dois grandes eventos esportivos, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Antes do discurso, a presidente conversa com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O discurso de Dilma deve ocorrer por volta das 10h (horário de Brasília). Ontem, ela se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso. De acordo com Durão Barroso, eles conversaram sobre os impactos da crise econômica internacional na zona do euro e as medidas em discussão para conter esses efeitos, as possibilidades de ampliação do comércio entre o Brasil e a União Europeia, além de uma cúpula que ocorrerá no próximo ano em Brasília.
A presidente chegou anteontem, de manhã, em Nova York. Nos últimos dias, o único compromisso oficial foi com Durão Barroso. Dilma se dedicou a finalizar o texto para o discurso de hoje. Ela viajou acompanhada da filha Paula e seis ministros.
No discurso hoje, a presidente deverá reiterar a necessidade de respeitar a soberania interna e a ordem democrática - referências que dizem respeito diretamente à Síria e ao Paraguai. Na Síria, Dilma deverá defender o fim da violência, a busca da paz por meio do diálogo, o respeito aos direitos humanos e a não intervenção militar.
Dilma deverá, mais uma vez, apoiar o direito de a Palestina ser um Estado autônomo. Ela deve mencionar a necessidade de buscar um acordo de paz entre palestinos e israelenses por meio de negociações.
No âmbito regional, a presidente deve ressaltar que atualmente na América Latina a integração está diretamente relacionada ao respeito à democracia. É uma referência à necessidade de preservar a ordem democrática, algo que os líderes latino-americanos suspeitam que não ocorreu no Paraguai durante a destituição do então presidente Fernando Lugo, em 22 de junho.

Terra Noticias

domingo, 16 de setembro de 2012

Dilma vai a SP para sepultamento de tia que a confortava na prisão


A presidente Dilma Rousseff foi neste domingo à cidade de Aguaí, a 200 km de São Paulo, para prestar homenagem a Diva da Silva Rosa, de 87 anos, uma das suas tias favoritas. Diva morreu ontem à noite de falência múltipla dos órgãos. Segundo parentes e amigos da presidente, nos anos de 1970 a 1972, quando esteve presa, Dilma recebia semanalmente a visita da tia Diva, que tentava reconfortá-la.
Dilma chegou a Aguaí sozinha, por volta das 10h30 de hoje. Ela estava em Porto Alegre, passando o fim de semana com a filha Paula, o genro Rafael e o neto Gabriel, e alterou sua agenda para assistir ao sepultamento da tia, uma dos cinco irmãos de sua mãe.
Aguaí, no interior de São Paulo, tem pouco mais de 32 mil habitantes e "parou", desde que surgiram as informações que a presidente iria ao enterro da tia. Ontem, o maior hotel de Aguaí recebeu 13 seguranças e mais 17 chegaram nesta manhã. As principais ruas da cidade e os arredores do único cemitério foram cercados pelo esquema de segurança presidencial.
De volta a Porto Alegre, Dilma viaja na segunda-feira para Rio Grande, no interior gaúcho, onde visita um estaleiro. Só depois retorna a Brasília. No próximo domingo, 23, ela embarca para os Estados Unidos onde participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
No ano passado, em discurso na Assembleia Geral da ONU, a presidente apelou para que a comunidade internacional buscasse a inclusão social como base para o desenvolvimento econômico mundial.

Terra Noticias

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Em primeiro comício, Lula compara Haddad a Dilma

Candidata a vice de Haddad, Nádia Campeão (PCdoB), também esteve presente no evento. Foto: Léo Pinheiro/Terra
Candidata a vice de Haddad, Nádia Campeão (PCdoB), também esteve presente no evento
Foto: Léo Pinheiro/Terra

RENAN TRUFFI

Direto de São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira do primeiro ato público com o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, depois da convenção que lançou a candidatura do petista. No comício, Lula explicou porque escolheu o ex-ministro da Educação para disputar as eleições pelo partido na capital paulista.
"Vou explicar porque e quando eu pensei e discuti com o meu partido o nome do Fernando Haddad. Foi da mesma forma que descobri que a companheira Dilma (Rousseff) precisaria ser candidata a presidente da República. Muita gente do PT e do PCdoB me perguntava: 'Lula, você está louco? Você vai indicar a Dilma? Qual é a experiência politica dela? Ela já foi vereadora, deputada? Ela já falou em palanque? Você não pode fazer isso. Isso é uma loucura.' Eu dizia: 'eu estou propondo a indicação da Dilma porque depois de oito anos trabalhando junto descobri a competência, a inteligência, a dedicação e a honestidade de uma pessoa que vai fazer mais e melhor do que eu fiz na presidência'", afirmou.
Lula também disse que, por causa do tratamento que fez contra um câncer na garganta, vai "se dedicar mais àeleição" em São Paulo. "Este é o primeiro ato público que participo com Fernando Haddad depois da convenção oficial. Eu até então não tinha participado de nada porque não podia. Parece que (minha garganta) está melhorando e, se Deus quiser, vou poder participar mais intensamente da campanha (eleitoral). Em função da minha garganta e do tratamento, não vou poder viajar muito (o Brasil). Vou me dedicas mais a São Paulo", disse.
O ex-presidente ainda anunciou sua participação em mais dois comícios de campanha de Haddad. Lula prometeu participar de um ato no Capão Redondo e de outro no Grajaú neste fim de semana. O discurso foi feito em plenária no Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, localizado no centro da capital paulista.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dilma lança plano para prevenção a desastres naturais


DIOGO ALCÂNTARA
Direto de Brasília
A presidente Dilma Rousseff lançou na manhã desta quarta-feira o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, chamado informalmente de PAC Prevenção. O plano servirá para prevenir e dar respostas rápidas a enchentes, deslizamentos e estiagens, comuns principalmente no verão.
"Nós, como seres humanos, não controlamos a natureza, mas como seres humanos, somos capazes de criar mecanismos para minimizar os danos e garantir resistência no que se refere pessoas e patrimônio", disse a presidente.
Dilma garantiu que há recursos disponíveis em caixa e pediu aos governadores que sejam rápidos nas entregas de projetos. Serão destinados R$ 18,8 bilhões em novos investimentos para as ações planejadas. A maior parte dos recursos servirá para obras de prevenção, num total de R$ 15,6 bilhões. Para dar respostas a catástrofes, o investimento será de R$ 2,6 bilhões, além de R$ 162 milhões para mapeamento e R$ 362 milhões destinados a monitoramento e alerta.
O plano prevê, por exemplo, obras de contenção de encostas, drenagem urbana e controle de inundações. Também estabelece o mapeamento de áreas de alto risco de deslizamento, enxurradas e inundações em 821 municípios prioritários.
Segundo interlocutores da presidência, Dilma deixou para agosto, mês do maior julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), lançamentos da chamada agenda positiva. Para a semana que vem, está agendada uma grande reunião entre o governo e os principais empresários do País. Dilma quer anunciar medidas ao setor produtivo.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rio+20: Dilma inaugura Pavilhão Brasil com discurso "verde"


GIULIANDER CARPES
Direto do Rio de Janeiro
A presidente Dilma Rousseff inaugurou o Pavilhão Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, na manhã desta quarta, dia 13. Antes de dar as boas-vindas aos representantes de outros países e de dizer que todos, sem exceção, seriam bem recebidos na cidade, ela falou sobre o desafio das nações de crescer sem agredir o planeta.
"Nós não concordamos que o respeito ao meio ambiente só se dê em momentos de economia forte. Sobretudo em momentos de crise precisamos ter consciência de que não existe crescimento que não seja sustentável. Vinte anos depois da primeira Conferência, temos de dar outra partida naquele processo. Queremos provar que o mundo que consideramos possível ainda precisa de um alerta", disse.
A presidente afirmou ainda que o Brasil "tem clareza que a inclusão social é um elemento crucial de qualquer política econômica em qualquer tempo". E reforçou que "os três patamares do País são: incluir, conservar e crescer".
"Meio ambiente não é adereço. Queremos mostrar durante a Rio+20 que tornamos isso possível", declarou.
O Pavilhão Brasil
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável pelo planejamento e execução do espaço, o Pavilhão Brasil apresenta a evolução do desenvolvimento sustentável brasileiro. O objetivo é divulgar as políticas públicas voltadas para a sustentabilidade ambiental, social e econômica.
A exposição foi organizada em cinco eixos temáticos: Inovação e Produção Agrícola Sustentável; Inclusão Social e Cidadania; Energia e Infraestrutura; Turismo, Grandes Eventos e Cultura; e Meio Ambiente.
No espaço que circunda o Pavilhão, haverá quatro áreas de exposição de programas de inovação, tecnologia sustentável e inclusão social, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Água Doce e Cultivando Água Boa.

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