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domingo, 28 de outubro de 2012

Haddad eleito prefeito com 56% e derrota PSDB de Serra


Por Guilherme Paixão
Direto de São Paulo


Hoje foi realizado a apuração do 2°turno das eleições para prefeito de São Paulo, e com Mais de 3 milhões de votos Fernando Haddad c
om 92% das seções apuradas, está matematicamente eleito para a Prefeitura de São Paulo, com 56,03% dos votos válidos, contra 43,97% de José Serra (PSDB).

Assistencia Social -
 
Proteção a famílias, idosos e deficientes
"Instalar 60 Centros de Referência em Assistência Social, Centro para pessoas em situação de rua e fortalecer Conselhos Tutelares e do Idoso."

Educação - Gestão de creches e escolas municipaisMais
20 CEUs, 150 mil vagas em creches em parceria com União e 100 mil no Pronatec; Universidade Aberta do Brasil nas 31 subprefeituras."

Iluminação - Troca de lâmpadas e melhoria da rede
"Investir na iluminação pública para prevenção de crimes e acidentes na capital; manutenção ágil da iluminação pública."

Lixo - Plano de manejo e coleta de resíduos
"Ampliar de 1% para 10% o índice de coleta seletiva; ampliar de 56 para 140 os Ecopontos; e implementar uma nova política de resíduos."

Orçamento - Plano financeiro estratégico da cidade
"Criar Controladoria do Município, reduzir ISS e IPTU para incentivar empregos na perifeira e parcerias com governos federal e estadual."

Plano Diretor - Diretrizes para ocupação e uso do solo
"Revisão do Plano Diretor, com os critérios do Arco do Futuro – para reorientar o desenvolvimento em toda a cidade de São Paulo."

Saneamento - Melhoria nas redes de água e esgoto
"Água encanada e esgoto em todas as residências da cidade de São Paulo."

Saúde - Qualidade  e alcance do atendimento
"Mil novos leitos, 3 novos hospitais e 43 UBS; criação da Rede Hora Certa – agendamento de exames e pequenas cirurgias nas 31 subprefeituras."

Segurança - Apoio à polícia na ação contra o crime
"A prefeitura deve investir no videomonitoramento, reunir informações sobre violência, ampliar o efetivo da Guarda Civil e Operação Delegada."

Transporte - Gestão de Transporte Público e Trânsito
"
Criação do bilhete único mensal, com viagens ilimitadas; 150 km de corredores de ônibus; parceria com o Metrô para novas estações."

wYeah!

domingo, 14 de outubro de 2012

SP: Haddad se altera com 'kit gay' e imita bordão de Russomanno

Fernando Haddad (PT) fez uma carreata de campanha no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Terra
Fernando Haddad (PT) fez uma carreata de campanha no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo
Foto: Paulo Pinto/Terra

DASSLER MARQUES

Direto de São Paulo
Uma pergunta a respeito do polêmico kit anti-homofobia causou irritação aFernando Haddad no início da tarde deste domingo. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo foi questionado sobre comentários do adversárioJosé Serra, do PSDB, se poderia lançar material semelhante para a capital - foi durante a gestão de Haddad que o ministério da Educação criou o kit, vetado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Em um momento de nervosismo, Haddad chegou até a quase repetir um bordão de Celso Russomanno, do PRB, e pediu mais discussões sobre propostas para a capital durante o segundo turno.
"Não vou comentar mais ataques pessoais do Serra. É um ataque pessoal. Ele sempre distorce a informação e não vou mais comentar, já estou cansado desse tipo de ataque", disse Haddad. A pergunta feita ao petista visava repercutir declaração de Serra sobre o kit anti-homofobia, chamado também de "kit-gay" por opositores da proposta. Ao Estado de S. Paulo, o tucano afirmou que "o kit gay quer doutrinar em vez de educar". A insistência sobre o tema aumentou a irritação do ex-ministro, que fez carreata no Jaçanã, na zona norte.
"O seu jornal (Folha de S. Paulo) hoje escreve um editorial pedindo para a gente discutir propostas para a cidade. Ontem (sábado) pediu para parar de discutir assuntos que não têm interesse ao município, inclusive esse. Aceito a proposta da Folha e estendo o convite ao meu adversário. Vamos parar de discutir coisas sem importância, já resolvidas, e vamos discutir a cidade", pediu. Durante o primeiro turno, Russomanno popularizou o bordão "vamos discutir São Paulo".
Anteriormente, Haddad havia enumerado seu programa de educação para São Paulo em função da proximidade do dia dos professores, na segunda-feira. O petista defende a criação de 31 centros universitários na capital para "oferecer aos professores da rede municipal e estadual a especialização, mestrado e doutorado. "São polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Há mais de 600 em operação pelo Brasil e nenhum em São Paulo. Deveria ter pelo menos uns 30".
O ex-ministro da Educação e também professor defendeu a educação em tempo integral como alternativa à discussão sobre progressão automática ou repetência. "Em toda escola que estiver com a média do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), abaixo da média municipal, vamos oferecer educação em tempo integral". Haddad ainda citou a criação de uma universidade federal na zona leste e um instituto federal na zona norte, além de enumerar estratégias para zerar o déficit de vagas em creche em São Paulo, hoje estimado em 150 mil.
Kit anti-homofobia
Com base em estudo que apontava depressão e baixo rendimento escolar entre alunos gays, entre a 6ª à 9ª séries, o Ministério da Educação desenvolveu material didático como combate a homofobia nas escolas públicas. Com vídeos, boletins e cartilhas, abordava o universo de adolescentes homossexuais, o que gerou protestos da ala conservadora em Brasília. Diante da pressão, em especial da bancada evangélica na Câmara, a presidente Dilma recolheu o material. Neste domingo, Haddad disse ainda que "a prefeitura e o estado têm um material" e que "é constitucional".

Terra Noticias

sábado, 13 de outubro de 2012

SP: Serra e Haddad se enfrentarão em apenas 4 debates na TV

José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) entraram em acordo e se enfrentarão em quatro debates até dia 28. Foto: Léo Pinheiro/Terra
José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) entraram em acordo e se enfrentarão em quatro debates até dia 28
Foto: Léo Pinheiro/Terra

MARINA NOVAES

Direto de São Paulo
Faltando 15 dias para o segundo turno da eleição municipal, que ocorre no dia 28 deste mês, os candidatos a prefeito de São Paulo decidiram restringir para quatro o número de debates na TV até o pleito.
Alegando falta de tempo nas agendas, as campanhas de Fernando Haddad(PT) e José Serra (PSDB) acertaram a participação nos debates de três emissoras: Bandeirantes (dia 18), SBT(24) e Globo (26). Os candidatos também devem acertar a participação no programa da Record, previsto para o dia 22, mas a coordenação da campanha tucana ainda negocia para que a emissora não escale jornalistas para fazer perguntas aos candidatos.
Com a decisão de limitar o número de debates, Serra e Haddad não participarão dos encontros programados pelas RedeTV!, Cultura e Gazeta.
No primeiro turno, nem a Record nem a Globo realizaram debates. Na ocasião, a Record informou que não haveria debate , pois Serra não teria respondido ao convite, e o então candidato Celso Russomanno (PRB) não poderia participar por conta do nascimento de sua filha. Entretanto, o tucano negou ter recusado o convite e acusou a emissora de ter cancelado o evento para proteger Russomanno, que foi apresentador da emissora comandada pela Igreja Universal do Reino de Deus, ligada ao PRB.
Já a Globo cancelou o debate no primeiro turno por não conseguir excluir os candidatos "nanicos", e restringir o número máximo de candidatos a seis, número considerado o limite para um bom debate, deixando o encontro apenas para o segundo turno.
Os formatos dos debates devem variar pouco entre uma emissora e outra, já que os marqueteiros dos dois concorrentes estipularam uma série de regras para acertar a participação, o que deve "engessar" a discussão. Mesmo assim, a expectativa é que os encontros sejam mais "calorosos" que no primeiro turno, quando Serra e Haddad pouco se enfrentaram diretamente.

Terra Noticias

domingo, 7 de outubro de 2012

Haddad leva família para votar e esconde adversário preferido

Haddad mostrou confiança em uma vaga no segundo turno da eleição paulistana. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Haddad mostrou confiança em uma vaga no segundo turno da eleição paulistana
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

DASSLER MARQUES

Direto de São Paulo
Fernando Haddad recorreu a um dos principais motes de sua campanha para ir às urnas no fim da manhã deste domingo. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo votou ao lado de seus familiares e, em meio a um grande tumulto pela quantidade de jornalistas, falou sobre suas possibilidades de avançar ao segundo turno das eleições da capital. O petista seguiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, mais cedo, declarou ter um adversário preferido para a sequência da disputa caso Haddad seja um dos finalistas. Com uma risada, porém, não declarou a torcida.
"Eu não posso revelar", se limitou a dizer Haddad, com uma rápida gargalhada, após o voto. Ele foi acompanhado da mulher Ana Estela e dos filhos Frederico, 19 anos, e Carolina, 12 anos. A caçula, aliás, foi quem digitou os números para o pai na urna eletrônica de uma universidade em Moema, na zona sul. Diante de um cenário totalmente imprevisível para a apuração, o petista falou em força do partido para resistir ao crivo do primeiro turno.
"PT é partido de chegada. Cresce muito na última semana, que é quando as pessoas do bairro se informam. A vida é muito sofrida para a população da periferia, passa duas ou três horas por dia no ônibus. Como vai se informar? Na última semana, recorre aos colegas de trabalho, familiares, liderança comunitária do bairro, se informa melhor e toma a decisão. É o que acontece conosco", afirmou.
Ainda a respeito de um possível adversário daqui três semanas, Haddad demonstrou tradicional otimismo, mas manteve a serenidade. "A cidade vai escolher os dois que vão concorrer no segundo turno. O que posso comprometer é campanha de alto nível com propostas para uma cidade que precisa de mudanças, mas com segurança", definiu. Ele ainda assumiu um compromisso: "vou participar de todos os debates para os quais for convidado, como no primeiro turno". Pesquisas de sábado, do Ibope e do Datafolha, apresentaram empate técnico entre ele, Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB).
O candidato disse ainda ter feito uma campanha "linda, honrada, bonita e animada" e elogiou o eleitorado por "impressionante capacidade de discernimento e maturidade política notável". Junto da mulher e dos filhos, disse sobre a votação em conjunto: "família sempre, desde o começo da campanha. Agradeço à família pelo apoio que me deu, estamos preparados para o segundo turno". Ana Estela, com quem é casado, foi uma das coadjuvantes da campanha de Haddad nas últimas semanas com direito a agenda própria, assessora e equipe.
Sequência do dia
Depois de votar em Moema, Haddad acompanha a mulher, que vota próximo ao Parque Trianon, na região da Avenida Paulista. O staff do PT ponderou a possibilidade de realizar caminhadas durante a tarde em São Paulo, mas optou por uma agenda mais cautelosa diante da rigidez da legislação eleitoral. O candidato petista e à família se recolhem em sua residência para um almoço fechado e só deve sair para acompanhar a apuração em um hotel reservado pelo partido. Pela manhã, Haddad tomou café com o ex-presidente Lula.

Terra Noticias

Acompanhado por candidato, Lula vota em São Bernardo do Campo

Lula votou no final da manhã deste domingo em São Bernardo do Campo. Foto: Bruno Santos/Terra
Lula votou no final da manhã deste domingo em São Bernardo do Campo
Foto: Bruno Santos/Terra

Aguardado por uma multidão dentro e fora da Escola Estadual Dr. João Firmino Correa, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou para votar por volta das 11h30 (de Brasília) ao lado do candidato à prefeitura da cidade do ABC paulista Luiz Marinho (PT) e do vice Frank Aguiar. A mulher Marisa Letícia também o acompanhou na manhã deste domingo.
Mais cedo, Lula participou de um café da manha na zona sul da capital paulista com o candidato do PT à prefeitura de São PauloFernando Haddad. Segundo a assessoria de imprensa do ex-presidente, Lula já chegou ao seu apartamento em São Bernardo, onde buscou a mulher Marisa Letícia antes de se dirigir à escola onde vota.
Após votar, o ex-presidente voltou para seu apartamento. Segundo a assessoria, a princípio a agenda de Lula prevê que ele irá acompanhar o desenrolar das eleições em casa.
Na saída de São Paulo, Lula disse à imprensa que o eleitor paulista está mais preocupado com a eventual queda do Palmeiras para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro do que com o julgamento do mensalão.

Terra Noticias

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"A dor me impede de falar", diz ministro sobre mensalão

Exposição com obras de Caravaggio foi aberta hoje no Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Exposição com obras de Caravaggio foi aberta hoje no Planalto
Foto: José Cruz/Agência Brasil

LUCIANA COBUCCI

Direto de Brasília
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, evitou dar declarações sobre o julgamento do mensalão nesta sexta-feira, durante abertura da exposição do pintor barroco Michelangelo Merisi da Caravaggio, no Palácio do Planalto. "A dor me impede de falar sobre essa questão", disse ao ser questionado a respeito.
Ontem, na 32ª sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ação penal 470, os ministros Rosa Weber e Luiz Fux condenaram José Dirceu e José Genoino pelo crime de corrupção ativa, seguindo o relator Joaquim Barbosa. Até o momento, somente o revisor Ricardo Lewandowski votou pela absolvição dos dois petistas. A votação a respeito dessa parte do item seis da denúncia terá continuidade na próxima segunda-feira, com Dias Toffoli. Na sequência, votam Cármen Lúcia, Cezar Peluzo, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto.
Além do ministro Gilberto Carvalho, também estavam presentes na abertura da exposição de Caravaggio, a presidente Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o presidente do STF, Ayres Britto, além do presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini. esta é a primeira vez que Brasília recebe obras do artista italiano. A mostra pode ser visitada todos os dias, das 9h às 19h, até o 14 de outubro.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.

Terra Noticias

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

F. Santos brinca com clássico cancelado: "argentinos fizeram m..."

Corintiano teria nova oportunidade como titular da lateral na Seleção. Foto: Bruno Santos/Terra
Corintiano teria nova oportunidade como titular da lateral na Seleção
Foto: Bruno Santos/Terra

O lateral esquerdo do Corinthians, Fábio Santos, não perdeu a chance de tirar sarro do argentino Martínez após o cancelamento do duelo entre Brasil e Argentina, pelo Superclássico das Américas. Convocado por Mano Menezes e escalado como titular para o duelo, o lateral botou a culpa no adversário pela não realização da partida.

"Já falei para o Martínez não colocar a culpa no Brasil, porque eles que fizeram a m... lá (risos). Nós seguimos o ônibus da Argentina, eles teriam batido no gerador também. Estávamos dentro do ônibus e não percebemos nada. Não sei o que aconteceu direito", declarou o jogador do Corinthians, que seria titular.
O jogo era para ter sido disputado em Resistencia (ARG) na última quarta-feira, mas foi cancelado por falta de luz. Tanto Fábio como Martínez seriam titulares. De acordo com o diário argentino Clarín, a queda de energia em uma das torres durante o hino nacional pode ter sido provocada por um choque do ônibus que levava a Seleção com um gerador localizado à frente do estádio - algo que foi desmentido em nota pela CBF.
O camisa 6, que havia sido convocado pela primeira vez pela Seleção principal no jogo de ida diante da Argentina, em Goiânia, não escondeu a tristeza. Antes de sua coletiva no CT Joaquim Grava ser iniciada, o fundo eletrônico se apagou e o microfone parou de funcionar. Motivo para ele brincar com o azar que o perseguia.
"Justo quando sou titular acontece isso no jogo. Que isso, viu. A gente ficou decepcionado, chateado mesmo. São poucas oportunidades, jogar contra uma Argentina, ainda mais lá. Era um brilho especial, esperamos tanto por esse momento. É voltar a trabalhar. O Mano está olhando. Vamos tentar voltar para a Seleção, fazer parte do grupo junto dos jogadores da Europa. Sem dúvida foi uma decepção muito grande", lamentou.

Terra Noticias

Justiça concede direito de reposta a Haddad em programa de Serra


O juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Henrique Harris Junior, concedeu direito de resposta ao candidato Fernando Haddad (PT), que deve ser veiculado na propaganda do tucano José Serra, no horário eleitoral gratuito. O tempo para a resposta é de 1 minuto em cada uma das emissoras: Gazeta FM, Transamérica FM, Nova Brasil FM e Band FM.
Segundo o juiz, "a utilização de recurso sonoro imitando sirene de polícia, mais o uso do termo 'velho esquema' associados à vinculação da imagem do candidato Fernando Haddad à de seus correligionários envolvidos em processos para apuração de práticas ilícitas, cria a noção de que se trata de um grupo organizado para a realização das referidas práticas, o que tem caráter nitidamente ofensivo." A peça publicitária de 15 segundos foi veiculada diversas vezes nas emissoras de rádio.

Terra Noticias

OAB divulga lista de aprovados para segunda fase do 8º Exame


O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou hoje (04) o resultado definitivo com os nomes dos aprovados na primeira fase, prova objetiva, do 8º Exame de Ordem Unificado - aplicada em 9 de setembro deste ano. A listagem traz os nomes dos candidatos que conseguiram aprovação depois de examinados os recursos apresentados e que passam a estar aptos a prestar a segunda fase (prova subjetiva), que será aplicada em todo o País em 21 de outubro deste ano.

Veja o resultado final aqui
O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Podem realizá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou do nono e décimo semestres. A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. Os locais de realização da segunda fase, prova prático-profissional, serão divulgados na data provável de 15 de outubro de 2012.

Terra Noticias

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

SP: Polícia Militar matou 229 pessoas no primeiro semestre


Confrontos envolvendo a Polícia Militar (PM) de São Paulo provocaram a morte de 229 pessoas só no primeiro semestre deste ano. Os números foram divulgados pelo ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas. Isso representa crescimento, segundo ele, se comparado a 2011, quando 438 pessoas morreram em confrontos com a polícia durante todo o ano.
Somente os confrontos envolvendo o 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar, batizado como Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), vitimaram 48 pessoas no primeiro semestre deste ano. "Se pegarmos um policiamento mais específico, no caso, a Rota, há uma letalidade no semestre maior do que no ano passado. No ano passado tivemos, nesse mesmo período , 40 pessoas que foram vitimadas pela Rota. No primeiro semestre deste ano, tivemos um aumento de 20%, ou seja, 48 pessoas foram vitimadas", disse o ouvidor.
Se forem considerados também os meses de julho e de agosto, a letalidade em confrontos envolvendo a Rota e registradas como "resistência seguida de morte" sobe para 65 casos. Para a ouvidoria, se for mantido o ritmo, "é possível que o número de letalidade da Rota seja maior em 2012".
Os números de setembro ainda não foram contabilizados, mas devem ser acrescentadas à lista as nove mortes ocorridas em Várzea Paulista, na Grande São Paulo, onde 40 homens da Rota entraram em confronto com um grupo de criminosos que julgava um homem acusado por eles de estupro.
Desde novembro do ano passado, a Rota esteve sob o comando do tenente-coronel Salvador Modesto Madia, que foi substituído na última quarta-feira pelo tenente-coronel Nivaldo César Restivo. Ambos são réus no processo que envolve o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, quando 111 detentos foram mortos.
Em todo o ano passado, confrontos envolvendo a Rota vitimaram 82 pessoas, mostrando crescimento no número de mortos desde 2007, quando foram registrados 46 casos. Desde 2001, o maior número de mortes envolvendo a Rota ocorreu em 2003, com 124 letalidades.
Para o ouvidor, os números mostram que é preciso ampliar o esforço para que as mortes ocorridas em confrontos com a polícia deixem de ser registradas como resistência seguida de morte e passem a ser consideradas homicídios.
"Estamos envidando esforços para que esse registro seja feito de acordo com a lei. Não é nenhuma coisa do outro mundo. Vamos conversar com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público para que crimes onde há mortes e nos quais conste que a pessoa resistiu a uma ordem legal do agente público de segurança sejam registrados como homicídio", disse Dantas.
Apesar de os números apontarem crescimento no número de mortes, o perito aposentado do Instituto de Criminalística de São Paulo, Osvaldo Negrini Neto, responsável pelo laudo principal sobre a morte dos presos no massacre do Carandiru, acha que houve mudanças no comportamento da Rota desde aquela época. "Eu trabalhava em uma seção chamada de Perícias de Resistência Seguida de Morte. Sabe quantos casos tínhamos por mês, naquela época? Duzentos e vinte. E a maioria era praticada pela Rota. Hoje, com a população quase dobrada, não chega a 50 por mês, na capital. Veja como mudou a conduta da Polícia Militar. Ainda está violenta, mas na época você nem acreditaria", disse.
Segundo o perito, no mês seguinte ao massacre, já foi possível constatar uma queda no número de mortes envolvendo policiais. "Do mês de novembro em diante, o número de resistência seguida de morte, ou seja, de homicídios cometidos pela Polícia Militar, caiu de 220, na média, para 35. E ficou nessa média durante muito tempo", disse ele, que se aposentou em 2010.
Já para Guaracy Mingardi, especialista em Segurança Pública e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o excesso policial não acabou após o episódio do massacre do Carandiru. Passados 20 anos, ele acredita que ainda falta controlar mais o trabalho da Polícia Militar. "Quando não se pisa no freio, a polícia extrapola, porque é mais fácil trabalhar com violência", disse ele.
Mingardi critica a decisão da Secretaria de Segurança Pública de colocar no comando da Rota policiais que são denunciados pelo massacre. Para ele, com isso, passa-se à população uma mensagem errada.
O padre Valdir Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, tem a mesma opinião: "Nosso manifesto coloca a indignação contra a premiação dos militares que participaram do massacre do Carandiru. Não só não houve julgamento dos responsáveis pelo massacre como houve, pelo Estado, o fortalecimento e a premiação dos policiais que participaram, por agirem corretamente, e agora merecem destaque e apoio".
O número de policiais militares assassinados no Estado de São Paulo também vem crescendo e é praticamente 40% maior do que a quantidade de casos registrados em todo o ano passado. Ao longo de 2011, foram mortos 48 policiais, enquanto nos primeiros nove meses de 2012, até o início de setembro, foram 67 ocorrências.
Para Mingardi, os números podem indicar que está ocorrendo um "revanchismo" em São Paulo. "A polícia mata, os criminosos vão se vingar e a coisa vai crescendo. Aí, quando se mata um policial, a polícia vai lá e mata mais. Inclusive porque existe uma falha no nosso sistema. Quando não se resolve o caso do policial morto e não se prende logo os criminosos, vai se criando uma ideia de revanchismo na polícia".
A Polícia Militar de São Paulo não respondeu aos esclarecimentos solicitados. Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que a taxa de letalidade vem caindo. "A taxa de letalidade caiu significativamente ao longo da década. Ela era, em 2003, de uma morte por 132 prisões e apreensões realizadas. Hoje, a taxa é uma morte por 290 prisões. A taxa de mortos pela polícia em São Paulo é 1,1 em cada grupo de 100 mil habitantes".
A secretaria também destacou que a polícia é treinada para agir de acordo com a lei e que, em casos de excessos ou crimes, os policiais são punidos. "Importante lembrar que, neste ano, três policiais da Rota foram presos depois de serem acusados de homicídio em uma ação. A mensagem, portanto, sempre foi a de agir dentro da legalidade", disse o órgão.
Sobre a mudança no comando da Rota, a secretaria informou que ela não foi provocada por motivos especiais e ocorreu por "um remanejamento técnico e administrativo". Em entrevista a jornalistas na última quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin falou que a substituição no comando da Rota foi técnica. "Essas mudanças são normais e são decisões técnicas, da pasta e do comando da PM", afirmou.
O governador também enfatizou que o número de homicídios vem caindo no Estado. "Todos os indicadores de homicídio são crescentes no Brasil e em São Paulo há queda. Somos um dos poucos Estados na faixa de dez homicídios por 100 mil habitantes, que é o que recomenda a Organização Mundial da Saúde", disse ele.

Terra Noticias

sábado, 29 de setembro de 2012

Haddad lamenta comparação de Russomanno e Lula: 'sem paralelo'

(Russomanno) ainda não apresentou sequer o seu coordenador de seu plano de governo, parece que está contratando de última hora uma pessoa para .... Foto: Ricardo Santos/Terra
"(Russomanno) ainda não apresentou sequer o seu coordenador de seu plano de governo, parece que está contratando de última hora uma pessoa para ajudá-lo. Ele não tem equipe"
Foto: Ricardo Santos/Terra

RICARDO SANTOS

Direto de São Paulo
O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, criticou neste sábado a comparação feita pelo adversário Celso Russomanno (PRB) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acusado pelos oponentes de não ter experiência, o ex-apresentador afirmou que Lula, antes de se eleger em 2002, só tinha experiência de um mandato de deputado federal e como líder sindical "e foi um bom presidente".
Após carreata pelo Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, Haddad afirmou que Russomanno e Lula "não têm paralelo". "É muito diferente a trajetória de uma pessoa e a de outra. Uma vem da luta social e com apoio de uma grande parcela da intelectualidade brasileira. O outro ainda não apresentou sequer o seu coordenador de seu plano de governo, parece que está contratando de última hora uma pessoa para ajudá-lo. Ele não tem equipe", criticou o petista.
Na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira, que mostra uma queda de cinco pontos percentuais de Russomanno (PRB), Haddad aparece como o maior beneficiário da queda. No segmento das famílias com renda entre 2 e 5 salários mínimos, que representa cerca de 40% da amostragem da pesquisa, por exemplo, Russomanno perdeu sete pontos, e Haddad cinco; Serra ganhou apenas um. Perguntado sobre a mudança, Haddad manteve um tom ácido e afirmou que o candidato do PRB vai perder apoio à medida que as pessoas conhecerem suas propostas.
"Essa ideia de cobrar a tarifa de ônibus proporcional à distância vai desempregar as pessoas na periferia, porque o empregador vai gastar menos com vale-transporte contratando quem mora perto. Isso não é correto, vai gerar um grande problema com os trabalhadores da periferia e ele (Russomanno) tem que reconhecer", afirmou Haddad, para quem "a população da periferia conhece o problema e não aceita essa ideia". "Tanto quanto as pessoas da periferia ficarem cientes das ideias do Russomanno ele vai perder apoio. Porque é injusto com quem mora na periferia sofrer discriminação em função de quem mora nos bairros centrais."
Carreata
Marcada para começar às 10h em um entroncamento de ruas na Chácara Santa Maria, no Capão Redondo, a carreata teve que mudar de lugar após causar grande transtorno no trânsito local. Diversos ônibus e micro-ônibus ficaram de 15 a 20 minutos presos no congestionamento, e um policial militar que exibia um fuzil começou a multar vários carros que estavam estacionados na rua aguardando a carreata.
Com uma hora de atraso, a comitiva de carros partiu e, por cerca de duas horas, percorreu bairros como Vila Clélia, Parque Maria Helena e Jardim Iracema, próximos à divisa com o município de Itapecerica da Serra. Militantes que acompanhavam a carreata em Kombis entregavam e arremessavam santinhos e bandeiras pelas janelas dos veículos. Na maioria das vezes, crianças ou donas de casa apanhavam o material do chão e entregavam aos familiares, mas em outros casos, sob resmungos, os santinhos eram varridos diretamente para o lixo.

Terra Noticias

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Russomanno vai se comparar a Lula em propaganda, diz jornal


Para se defender das críticas feitas pelos adversários sobre sua falta de experiência em administração, Celso Russomanno, candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, vai traçar um paralelo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua propaganda eleitoral. As informações são do jornalFolha de S.Paulo.
Russomanno vai se comparar a Lula dizendo que o ex-presidente também não tinha passagem pelo Executivo antes de assumir o cargo. Lula marca presença na campanha do adversário de Russomanno, Fernando Haddad (PT), tanto em propagandas na televisão e rádio quanto em comícios.

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Jornal: PT deve poupar Igreja Universal em possível 2º turno


PT planeja um pacto de não agressão caso Fernando Haddad vá para o segundo turno em São Paulo com Celso Russomanno (PRB). Os petistas devem poupar ataques à Igreja Universal, que tem ligações com a campanha e o partido de Russomanno. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O partido estaria temendo uma possível resposta negativa da TV Record à gestão de Dilma Rousseff. O ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), seria um intermediário entre as siglas.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Análise: influência de Lula na eleição municipal é limitada

Apesar do sucesso ao alavancar candidatura de Fernando Haddad em São Paulo, analistas não veem Lula como determinante em 2012. Foto: Léo Pinheiro/Terra
Apesar do sucesso ao alavancar candidatura de Fernando Haddad em São Paulo, analistas não veem Lula como determinante em 2012
Foto: Léo Pinheiro/Terra

Considerado o grande transmissor de votos da história eleitoral brasileira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tendo dificuldade para emplacar candidaturas de seus aliados. Apesar do crescimento de Fernando Haddadem São Paulo, os petistas ainda derrapam em Belo Horizonte e Recife, duas capitais consideradas estratégicas pelo partido.

O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto de pesquisa Vox Populi, avalia a capacidade de uma personalidade nacional como o ex-presidente de influenciar nas eleições municipais. "A influência do presidente em eleições municipais é limitada", resume.
"Em 2008, no auge de sua popularidade, Lula se envolveu até intensamente em algumas eleições municipais sem que os candidatos do PT vencessem a eleição. O caso emblemático é o de São Paulo, onde ele apoiou a Marta Suplicy (PT) e ela acabou derrotada por Gilberto Kassab", ilustra.
Na mesma linha, o cientista político Eurico Figueiredo, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que a força do ex-presidente foi reduzida quando ele deixou a presidência. "Lula deixou de ser o homem que assina as decisões mais importantes do País. Por isso, não já pode dar uma demonstração de poder de transferência de votos do patamar da observada na eleição de Dilma Rousseff. Por outro lado, Lula ainda é o protagonista maior do PT", analisa.
Mais positivo em relação ao papel de Lula, Figueiredo acredita que o ex-presidente tem sido importante nas eleições em que mais participa. "Em São Paulo, ele pegou uma pessoa muito pouco conhecida, o Fernando Haddad, da mesma forma que havia feito com a presidente Dilma. E o candidato já está em segundo. Haddad já se tornou muito conhecido e, se for para o segundo turno, tem grandes chances de vencer", pontua.
"Lula também tem conseguido alavancar a candidatura do Marcio Pochmann, um professor e ex-presidente do Ipea, em Campinas. Ter conseguido emplacar dois professores nas duas maiores cidades paulistas mostra que sua influência ainda é muito forte", continua Figueiredo.
Com a experiência de quem trabalha há mais de duas décadas com pesquisas de intenção de votos, Coimbra considera exagerada a importância dada aos levantamentos realizados até este momento do ciclo eleitoral. "O que a gente tem por enquanto são pesquisas. E pesquisa em eleição municipal costuma ter uma imprecisão muito maior do que nas presidenciais ou estaduais", indica.
"Aceitando o que temos hoje em matéria de pesquisa é certamente cedo para se decretar vencedores e perdedores. Claro que o PSB deve ter um desempenho melhor, fundamentalmente por estar na frente em Recife", avalia.
O crescimento do partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, divide a opinião dos especialistas. Enquanto Figueiredo acredita que "as eleições de Belo Horizonte são vitais" para o partido, Coimbra acredita que não há razões para se ter a impressão de que os socialistas saem significativamente fortalecidos do pleito.
"O PSB está com uma cara de que pode ter um bom desempenho por causa de Recife e, talvez, Fortaleza. Pode haver fato novo com uma vitória em Cuiabá, mas estamos pegando pequenos casos. Hoje o prefeito de Curitiba, que é do PSB, está em uma posição bastante desfavorável em relação ao Ratinho Jr (PSC), por exemplo", pondera.
Influência do mensalão é pequena
Os dois analistas concordam em um ponto: o impacto do julgamento do mensalão nas candidaturas petistas ainda não pode ser mensurado. Segundo eles, não se nota sinais de desgaste ao redor do Brasil. "O único lugar em que há algum prejuízo é em São Paulo, onde está grande parte das lideranças do PT que estão sendo acusadas, como (José) Dirceu, (José) Genoíno e João Paulo Cunha. Fora de São Paulo os efeitos são muito secundários, como estamos vendo com os sucessivos recordes de popularidade da presidente Dilma e o favoritismo do Lula em todos os cenários para 2014 pesquisados", conclui o presidente do Vox Populi.
Já o professor Figueiredo acredita que não é possível saber quais são os reflexos do julgamento nas disputas em que petistas estão envolvidas.

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