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quarta-feira, 26 de março de 2014

Câmara dos Deputados aprova Marco Civil da Internet

Marco Civil da Internet, que seria uma espécie de constituição com os direitos e deveres dos usuários, empresas e órgãos públicos na web, foi aprovado ontem pela Câmara dos Deputados. O projeto, que pode ser conferido na íntegra aqui, trancava pauta desde outubro e foi aprovado simbolicamente, sem o registro de votos. Isso ocorreu porque houve acordo entre os parlamentares depois que o chamado “blocão”, liderado pelo PMDB e que reúne também o PTB, PR, Solidariedade e PSC, retirou algumas propostas de alteração do texto. O projeto segue, agora, para votação no Senado.

Foto: Gustavo Lima/Câmara
O Marco Civil foi concebido para proteger a privacidade e os dados pessoais dos usuários e garantir que todos sejam tratados da mesma forma na rede, ou seja, que uns não recebam conteúdo diferenciado apenas por pagarem a mais por isso. Esse último ponto, chamado de princípio da neutralidade, foi o mais polêmico de todo o Marco Civil. Em determinado momento, o líder do PMDB, Eduardo Cunha, ameaçou derrubar o projeto caso o texto não fosse alterado.
O governo e o "blocão" concordaram que as exceções em relação à neutralidade vão ser aplicadas a serviços de emergência e por razões técnicas. Um exemplo seria privilegiar o site da Receita Federal no último dia de envio da declaração do Imposto de Renda. O texto aprovado prevê que essas medidas sejam tomadas por meio dedecreto presidencial. O governo aceitou incluir no projeto que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) participem da criação desse decreto.
O governo também desistiu de obrigar que os dados dos usuários fossem mantidos em servidores do Brasil. Os parlamentares que se opunham a essa medida argumentavam que ela encareceria o acesso à internet. Apesar da concessão inicial, o governo não deixou o território livre. O Marco Civil passa a exigir que as empresas estrangeiras que atuam no país cumpram a legislação local. Elas devem respeitar os direitos à privacidade, a proteção de dados pessoais e o sigilo das comunicações privadas.
Caso passe pelo Senado e seja sancionado pela presidente, o Marco Civil prevê que os provedores de conexão à internet e aplicações na web não vão ser responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações de terceiros. As empresas que oferecem conteúdo só serão punidas caso não acatem a ordens judiciais que peçam a exclusão de determinado conteúdo. E aqui há um impasse. Com a nova legislação, os usuários que se sentirem ofendidos com a publicação ilegal de algum conteúdo vão poder notificar os provedores e solicitar a exclusão. Porém, como os provedores só serão punidos caso haja desobediência judicial, isso pode fazer com que eles não acatem os pedidos dos usuários e só excluam depois que forem alertados pela Justiça.
Por fim, o Marco Civil da internet também elimina o marketing dirigido. As empresas não vão mais poder espionar o conteúdo das informações trocadas entre os usuários de internet e oferecer publicidade relacionada. Será proibido filtrar, monitorar, analisar ou fiscalizar as conversas, salvo em hipóteses previstas por lei.
Embora o relator do projeto, Deputado Alessandro Molon, comemore a aprovação, há quem seja contrário a alguns pontos do texto. O Partido Pirata do Brasil considera "uma afronta" o artigo 15º, que prevê que "o provedor de aplicações de Internet (...) deverá manter os
respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de
segurança, pelo prazo de seis meses". A organização acredita que o artigo vai permitir, por exemplo, "a monitoração e intimidação de movimentos sociais que têm se organizado pela Internet para exigir mudanças no Brasil." 
Com informações do G1Terra e BBC.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rio vota hoje a instauração da Comissão da Verdade estadual


PAULA BIANCHI
Direto do Rio de Janeiro
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vota, às 16h30 desta terça-feira, a instauração da Comissão da Verdade estadual, que tem como objetivo investigar crimes cometidos por agentes do Estado do Rio contra opositores políticos durante a ditadura militar.
Presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, é um dos maiores incentivadores da criação da comissão e acredita que os trabalhos no Rio ainda não começaram por falta de vontade política. "O Rio está bem atrasado neste aspecto. Outros Estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, já instauraram suas comissões", afirmou Damous que critica também a constante falta de quórum nas votações. "De um lado você tem a falta de vontade política e quórum dos deputados para as votações e do outro a postura obstrucionista do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Espero que hoje esse obstáculo seja superado", afirmou.
Bolsonaro é um dos maiores opositores da comissão, que considera "revanchismo". No ano passado, o deputado chegou a interromper uma coletiva do então líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), e acusou o governo federal de montar uma "farsa" com as articulações para a criação da Comissão da Verdade.
A instauração da Comissão fluminense tem o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB), que na semana passada aceitou uma sugestão da OAB e enviou uma mensagem à Alerj incentivando a criação do grupo.
Depois de aprovada e instalada, a Comissão da Verdade poderá apurar informações de que existiram vários centros de tortura, conhecidos como "casas da morte", em funcionamento no Rio de Janeiro durante o regime militar (1964-85). Esses locais eram centros de tortura usados pelos militares, mas instalados em imóveis em áreas residenciais, para manter a aparência de normalidade, disse o presidente da OAB.
Segundo Damous, o Rio de Janeiro foi o Estado com maior número de "casas da morte" no País. Até agora, só se tinha detalhes da existência de uma dessas casas, em Petrópolis, na região serrana do Rio. Contudo, há informações de que pode ter funcionado também no Jardim Botânico, na zona sul da capital.

Terra Noticias

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em voto "indignado", Celso de Mello condena doze réus no STF

Em foto de arquivo, o ministro Celso de Mello profere seu voto durante sessão do julgamento do mensalão. Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF/Divulgação
Em foto de arquivo, o ministro Celso de Mello profere seu voto durante sessão do julgamento do mensalão
Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF/Divulgação

GUSTAVO GANTOIS

Direto de Brasília
Membro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello fez, até o momento, as mais duras críticas à compra de votos desde o início do julgamento da ação penal do mensalão. Em um voto que resultou na condenação de 12 réus apontados nesta fase do processo, o ministro afirmou que a corrupção compromete valores sociais e a eficácia na implementação de políticas públicas, além de afetar diretamente a democracia.
"Esses vergonhosos atos de corrupção parlamentar, profundamente lesivos à dignidade do ofício legislativo e à respeitabilidade do Congresso, alimentados por transações obscuras, idealizadas e implementadas em altas esferas, devem ser condenados e punidos com peso e o rigor da lei. Esse quadro de anomalia revela as gravíssimas consequências que derivam dessa aliança profana entre corruptos e corruptores, desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores e corruptos, verdadeiros marginais do poder", afirmou o ministro.
Celso de Mello surpreendeu o plenário ao votar pela condenação de todos os dez réus acusados de corrupção passiva, de 12 acusados de lavagem de dinheiro e também de sete réus acusados de formação de quadrilha. Com o voto do ministro, já há maioria para a condenação do deputado federal Pedro Henry (PP-MT) e do ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri por corrupção passiva.
"São valores jurídicos que se vêem ameaçados com a formação de uma quadrilha. E não importa qual, seja de bandoleiros de estrada ou de assaltantes dos cofres públicos. Os argumentos que dão suporte ao voto do ministro relator (Joaquim Barbosa), além de juridicamente consistentes, ajustam-se à base empírica revelada neste processo", disse o ministro.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex- presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

Terra Noticias

Justiça já registra 632 condenações por corrupção


Dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen) mostram que o julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF) deve aumentar o número de condenados por corrupção ou por crimes contra o sistema financeiro. As estatísticas indicam que 632 pessoas já foram condenadas por corrupção ativa ou passiva.
Os dados do sistema penitenciário mostram que 575 condenados cumprem pena por corrupção ativa. Já por corrupção passiva são apenas 57 pessoas. No mensalão, a Procuradoria Geral da República denunciou 12 pessoas pelo crime. Entre eles, o ex-presidente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o ex-presidente do PL (atual PR) Valdemar Costa Neto e o presidente do PTB, Roberto Jefferson, delator do esquema. O revisor da ação penal, ministro Ricardo Lewandowski, já condenou os três pelo crime, que tem pena de reclusão de dois a 12 anos e multa.
No caso dos crimes cometidos contra o sistema financeiro, não há nenhum registro de prisão. As estatísticas do Infopen incluem presos provisórios, em regime aberto, semiaberto, fechado e medidas de internação. A população carcerária no Brasil é de 514,5 mil pessoas cumprindo pena em 2,6 mil estabelecimentos penais.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e o irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.

Terra Noticias

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chalita quer Poupatempo de Pessoa Jurídica no Largo da Batata

O candidato conversou com comerciantes da região. Foto: Divulgação
O candidato conversou com comerciantes da região
Foto: Divulgação

O candidato do PMDB à prefeitura de São PauloGabriel Chalita, fez uma caminhada pela região do Largo da Batata, zona oeste, nesta segunda-feira. Chalita conversou com comerciantes da região, que está sendo revitalizada desde 2007, e afirmou que, caso eleito, pretende ajudar os empreendedores.
O candidato prometeu criar um Poupatempo da Pessoa Jurídica no Largo da Batata para diminuir a burocracia na região, conhecida pelo comércio. Para Chalita, a estrutura vai reduzir o tempo de espera para abertura de empresas.
A situação das calçadas e a falta de acessibilidade em algumas vias foram outros temas discutidos por Chalita durante a caminhada. "As calçadas são uma questão de estética, mas principalmente de Saúde. Hoje 20% das internações na Ortopedia do Hospital das Clínicas são por quedas em calçadas", disse ele. "Com essa lei de cada um ser responsável pela sua calçada nunca haverá acessibilidade."
Chalita também comentou as obras no Largo da Batata, que devem ficar prontas em maio de 2013, dizendo que elas são "impressionantes". "Falta uma boa execução do orçamento para que a cidade possa funcionar", criticou o candidato, comentando a quantidade de obras realizadas na região em comparação com as feitas na periferia.

Terra Noticias