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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Membro do Pink Floyd grava com colegas de prisão do filho

O Guitarrista do grupo Pink Floyd, David Gilmour, anunciou que seu novo single tem a participação de um coral compostos por ex-prisioneiros da cadeia onde seu filho cumpriu pena.

Gilmour e a mulher Polly Samson acompanharam o filho, Charlie, ao julgamento em 2011

Gilmour gravou a canção com o coral Liberty Choir, um projeto de reabilitação que inclui detentos e ex-detentos do presídio de Wandsworth, no sudoeste de Londres, além de cantores da cidade.
O roqueiro disse que o coral dá a prisioneiros "esperanças reais e otimismo".
Seu filho Charlie cumpriu quatro meses de prisão no local em 2011, após ter sido preso em um protesto, no ano anterior, contra taxas na área da educação.

Ele foi condenado por desordem pública e violência no protesto, depois de jogar uma lata de lixo sobre um carro em que estavam membros da família real.

"A experiência do meu filho (na prisão) foi algo que teve um impacto em todos nós e nos deixou mais ciente dos problemas do sistema prisional e do que podíamos fazer para melhorá-lo", disse Gilmour à BBC.

No projeto, membros de um coral do sul de Londres se reúnem no presídio para ensaios e aulas semanais com os detentos. Também há encontros fora da prisão em que ex-prisioneiros participam.

Sete desses ex-detentos integraram o coral de 30 pessoas que gravou . A canção é a primeira extraída do seu quarto álbum solo, que tem o mesmo nome da música e será lançado em setembro.


Veja trechos da entrevista que Gilmour deu à BBC.

BBC - Por que se envolver com o coral?
David Gilmour - Porque é algo maravilhoso ver esses caras cantando na prisão ao lado de pessoas do coral South London. Eles estão próximos do fim da pena deles e com isso têm um lugar fora do presídio no qual se sentem parte de uma comunidade. E isso é ótimo pra eles, eles se sentem mais valorizados.

BBC - Foi a experiência de Charlie que fez você se envolver?
Gilmour - Sim, pudemos ver como o sistema prisional funcionava e havia muita coisa errada. Mas também havia muitas iniciativas de pessoas que estão fazendo coisas por conta própria no que diz respeito a melhorar a situação das prisões e dos prisioneiros.
Achamos a iniciativa do coral, com um lado dentro e outro fora da prisão, muito bom.

BBC - Você foi até Wandsworth nesta semana - como foi?
Gilmour - Participamos de um dos encontros semanais com cerca de 20 prisioneiros e 20 pessoas do coral. Eles cantaram juntos. Há uma lista de espera na prisão porque mais detentos querem participar - e a sala onde ocorrem os ensaios é pequena.

BBC - O que detentos e ex-detentos falam sobre o coral?
Gilmour - Eu conversei com alguns deles e eles acham fantástico. E estão muito esperançosos que o projeto se espalhe para outros presídios.
(O coral) lhes dá esperança real e otimismo de que eles não vão deixar a prisão e cair nas mesmas tentações. O coral dá a eles ao menos uma noite por semana com algo a fazer e onde se sentem valorizados.

BBC - é sobre prisão?
Gilmour - Não, é sobre algo para encorajar as pessoas a saírem da zona de conforto, acreditarem nelas mesmas e não serem apáticas.

BBC - Você vai manter o apoio ao coral?
Gilmour - Sim, eu e a Polly (Samson, sua esposa) somos sócios-patrocinadores. Queremos muito que o projeto continue e se expanda. Queremos voltar a Wandsworth e talvez ver se outros lugares querem abrir suas portas a projetos como esse.

* O single já está à venda e o álbum com o mesmo nome estará à venda a partir de 18 de setembro.

terça-feira, 1 de abril de 2014

'Muitos perderam a vida por nada', diz ex-guerrilheira que esteve presa com Dilma

Imagem mostra Iza Salles na época que era guerrilheira (© Arquivo Pessoal)
Imagem mostra Iza Salles na época que era guerrilheira
Horas depois de ser presa e torturada na sede carioca do DOI-CODI, um dos órgãos de repressão mais temidos da ditadura, a jornalista Iza Salles conheceu um anjo em forma de monstro.

Após uma noite inteira de choques elétricos, ela foi deixada sobre um colchão cheio de buracos e percevejos na sala de tortura porque já não havia lugar nas outras celas.
Quando tentava pegar no sono, ouviu passos no escuro vindo do corredor. Certa de que não escaparia de um estupro ou da morte, fechou os olhos e começou a rezar.
Foi quando um soldado alto, de feições 'amedrontadora' - com manchas escuras por todo o rosto - se aproximou e lhe pediu seu cinto.

Apavorada, ela obedeceu, sem entender de imediato que, ao se apoderar do acessório, aquele soldado com 'cara de monstro' queria evitar que ela tentasse se enforcar em um momento de desespero.

Ainda com a respiração ofegante, Iza ouviu o homem dizer 'calma, calma'. E essa palavra foi repetida pelo mesmo soldado todas as vezes em que ele se aproximou dela naquela noite fria de junho de 1970.
São a lembranças como essa que Iza tenta se apegar para não sofrer demais quando se recorda dos sete meses em que ficou presa no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Leia mais sobre os 50 anos do golpe:
Ela diz que conceder a entrevista à BBC Brasil lhe obrigou a fazer uma viagem difícil.
'Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito. E hoje, com a idade, fico emocionada', diz ela pelo telefone com a voz embargada.


Ana, Maria, Darci
Aos 75 anos, Iza Salles foi integrante, no final dos anos 60, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo de guerrilha de extrema-esquerda que tinha como um de seus comandantes o capitão do Exército Carlos Lamarca, que desertara.

O grupo realizou assaltos a bancos para financiar suas ações e montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Também esteve por trás do sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, que foi 'trocado' pela libertação de 70 presos políticos.

A jornalista era do setor de inteligência da VPR. Editora do Segundo Caderno do jornal Diário de Notícias, ela ficava encarregada de passar à guerrilha informações de bastidores sobre o governo militar.

E se envolvia em ações mais arriscadas, como transportar dirigentes importantes da guerrilha do Rio para São Paulo. Entre 1967 e 1970, atendia pelos codinomes de Ana, Maria e Darci.

Imagem mostra Iza Salles atualmente (© Arquivo pessoal)
Imagem mostra Iza Salles atualmente
'Tarefas' de Paris
Seu interesse por política começou ainda no governo João Goulart, quando participava de manifestações e reuniões estudantis. Mas foi a partir de 1966, quando ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Sorbonne, na França, que passou a ter um envolvimento direto com a resistência à ditadura.

Em Paris, ela frequentava reuniões organizadas por exilados para debater planos para derrubar os militares. Um desses exilados era José Maria Crispim, militante comunista e deputado da constituinte em 1946. Crispim promovia encontros entre exilados e estudantes brasileiros que, posteriormente, retornavam ao Brasil com 'tarefas'.
'A gente voltava carregando na mala mensagens cifradas para companheiros e, principalmente, manifestos', relembra.

Iza voltou ao Brasil no final de 67 como membro do Movimento Nacionalista Revolucionário, fundado por sargentos rebelados, e que depois se transforma na VPR.
No início de 1970, o cerco começou a se fechar. Alguns de seus companheiros começavam a faltar a encontros marcados nos 'pontos' clandestinos, sinal de que haviam 'caído'.

Em uma dessas ocasiões, ela recebeu um recado para 'desaparecer' e entrar na clandestinidade. A partir daí, viveu escondida na casa de amigos até que decidiu fugir do país. Marcou uma passagem para a França, em 23 de junho, mesmo dia em que a seleção tricampeã voltaria do México.

Sua esperança era de que passaria despercebida pelos militares diante da euforia pela chegada dos jogadores. Ledo engano. Assim que saiu do campo de visão de sua família, que compareceu em peso ao Galeão para protegê-la, sentiu seus pés suspensos no ar.

'Dois brutamontes' pegaram-na pelos braços e, jogada no banco de trás de um carro, foi conduzida à sede do DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, zona norte do Rio.

Transferida um dia depois para a Vila Militar, em Deodoro, zona Oeste da cidade, ela saiu da cela pela primeira vez em 18 de julho, dia de seu aniversário, quando ganhou 'de presente' um banho de sol.
Poucas semanas depois, a jornalista foi levada para São Paulo, onde respondia a um processo por ter levado um dirigente da VPR ao Estado.

Torre das donzelas
Na 'Torre das Donzelas' do Presídio Tiradentes, hoje demolido, Iza ficou detida com dezenas de outras presas políticas, entre elas a presidente Dilma Rousseff.

'Lembro que ela ficava sempre muito recolhida, triste. Das (militantes) que estavam ali, ela era a presidente improvável, não se destacava ou mostrava liderança'.

Iza e as companheiras passavam o tempo fazendo tricô ou jogando vôlei 'para descarregar a raiva'. Ao contrário do que se poderia imaginar dos carcereiros, muitos eram 'generosos' e jogavam balas pelas grades das celas ou colocavam música alto do lado de fora para que as presas ouvissem.

A liberdade - que em seus sonhos na prisão caía do céu em forma de bombom de chocolate - só viria no final de 70.
A partir daí ela abandonou a luta armada e passou a optar por uma militância mais 'consequente', passando a colaborar com os jornais de resistência Opinião e O Pasquim - tendo sido a única jornalista mulher a editar este último.

'Foi a única forma de continuar na luta', diz Iza, que no Pasquim assinava como Iza Freaza.
Junto com Jaguar, Ziraldo, entre outros, ela comandou algumas das entrevistas mais célebres do semanário, entre as quais a do ex-presidente Jânio Quadros.

Revendo a luta armada
Em 1977, ela partiu para uma segunda temporada de estudos na França. A anistia parcial, dois anos depois, não foi suficiente para trazê-la de volta, o que aconteceria somente em 1984.
'A luta armada foi a estratégia certa? Você faria tudo de novo?', pergunto-lhe.
'Com a cabeça que tenho hoje, não. Terminamos derrotados, muitos de nós perderam a vida por nada', diz ela.
'Até hoje não fizeram a reflexão de que pregávamos uma ditadura de esquerda - que são terríveis. Muitos não queriam ver as denúncias que vinham da União Soviética sobre perseguições e mortes.'
Foi esta reflexão sobre o comunismo que lhe inspirou a escrever o livro Um Cadáver ao Sol, que relata, segundo ela, como a ditadura comunista pode conduzir à 'autodestruição'.
'A democracia ainda é o caminho para construir vielas de idealização. Pode não ser perfeito, mas é a melhor forma de governo'.

Fonte: UOL

segunda-feira, 10 de março de 2014

Drone é flagrado entregando cocaína em presídio de SP

Direto de São Paulo
Guilherme Paixão


Aeee! Pessoal olha eu aqui novamente, e dessa vez rindo muito pelo simples motivo, sexta-feira (07/03) o  pátio do Centro de Detenção Provisória (CDP) 1 de São José dos Campos, interior de São Paulo, recebeu uma entrega surpresa, não pense você que foi lanche do "Mc Don" ops.. ou uma "Pizza' suculenta não viu, foi simplesmente um belo e Tecnológico Drone com um pacote modesto de 250 gramas de cocaína.

Sera que nesse fim de semana os presidiários fariam um churrasco !? Se for isso, por hora é informação confidencial, mas pelo que foi notificado pela via de comunicação online, o condutor do Drone ainda não foi encontrado, após a entrega do pacote, o Drone fez seu caminho de volta e simplesmente desapareceu da visão policial.

Aconselho a transformar o presídio em uma gaiola, fecha tudo logo de uma vez, afinal, quem está la dentro não tem condições de conviver com os seres humanos, lugar de bicho selvagem perigoso é na jaula. Que assim seja!

A droga foi apreendida quando jogada no patio pelos agentes penitenciários e a Policia Civil investiga o caso.