Adalberto Baptista (foto) deve encerrar negociação por Ganso ainda nesta quinta-feira
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
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O impasse envolvendo Santos, São Paulo e Paulo Henrique Ganso está muito próximo de seu último dessobramento. No início da noite desta quinta-feira, o diretor de futebol do clube tricolor, Adalberto Baptista, chegou à Vila Belmiro para finalizar o imbróglio que dura um mês e contratar o camisa 10 santista.
Participam da reunião representantes do Grupo DIS, detentor de 55% dos direitos do atleta, e dirigentes santistas, como o advogado João Vicente Gazzola e o interlocutor da transferência, Pedro Luiz Nunes Conceição. O jogador também é esperado. A expectativa é que a oficialização do acordo aconteça ainda nesta quinta-feira, já que todas as partes já chegaram a um acordo verbal.
A expectativa é de que o Grupo DIS anuncie que cedeu em uma exigência do clube alvinegro: a amortização de metade da dívida de R$ 8 milhões, que a diretoria santista tem com a empresa pelo não repasse da venda do volante Wesley - hoje no Palmeiras - ao Werder Bremen em 2010.
Pelo acordo, a DIS absorveria R$ 7,5 milhões do valor, assumindo 68% dos direitos de Ganso, enquanto o São Paulo ficaria com 32% do atleta. Sem percentual do meia, o Santos apenas receberia 5% de uma futura negociação do atleta através do Mecanismo de Solidariedade da Fifa como clube formador.
De camisa 10 ideal a meia contestado
Ganso, revelado nas categorias de base do Santos, começou no clube em 2008, junto a Neymar, a maior estrela do time na atualidade. Desde que chegou ao time profissional, a carreira de Ganso se revezou em sobes e desces. Nos primeiros anos, o jogador conquistou críticos e torcedores não apenas por ser uma das maiores promessas do futebol do Brasil, mas por ter surgido como protótipo do camisa 10 criativo e pensador, em falta nos últimos anos.
A trajetória de Ganso - que parecia traçar uma ascensão meteórica rumo ao estrelato nos principais gramados do mundo - teve, porém, um baque grande em 2010. No meio daquela temporada, o jogador sofreu grave lesão no ligamento cruzado de seu joelho.
A lesão deixou Ganso fora dos gramados por seis meses e comprometeu a sequência da carreira no Santos do jogador, que não conseguiu manter o nível de seu futebol e perdeu prestígio com a torcida.
A volta ao clube veio durante a Copa Libertadores de 2011, mas nem a conquista do título continental fez com que o meia retornasse a seus melhores dias no Santos. À sombra de Neymar, que se consolidava como grande ídolo e craque do Brasil, Ganso perdeu espaço na mídia e também na Seleção Brasileira. De camisa 10 incontestável, o jogador passou a opção para o meio-campo.
No time olímpico de Mano Menezes, que ficou com a prata na Olimpíada de Londres, o meia Oscar, do Internacional, vestiu a camisa 10 da equipe, a qual, há poucos anos, era reservada para o jogador santista.
Logo após a Olimpíada, intensificaram-se os boatos sobre uma possível saída do Santos. E o destino mais provável para Ganso se tornou o São Paulo, que quis buscar na Vila Belmiro um substituto à altura para Lucas, negociado com o Paris Saint-Germain, e fez duas propostas (ambas recusadas pelo rival). O meia tem contrato com a equipe praiana até fevereiro de 2015.