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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Seleção joga para evitar problemas antes de tensão do mata-mata

Mano deverá usar partida para testar jogadores considerados reservas, como o são-paulino Lucas (foto). Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Mano deverá usar partida para testar jogadores considerados reservas, como o são-paulino Lucas (foto)
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

FÁBIO DE MELLO CASTANHO

Direto de Newcastle
Se fosse possível, a Seleção Brasileira pularia o jogo desta quarta-feira contra a Nova Zelândia, às 10h30 (de Brasília), no St. James Park, em Newcastle. Com a vaga garantida e o primeiro lugar muito próximo, o time comandado por Mano Menezes entrará em campo preocupado em evitar problemas de última hora para o mata-mata do torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos.
Mano poupará jogadores para não ser surpreendido com desfalques a partir das quartas de final, quando qualquer vacilo pode significar o fim do sonho da medalha de ouro olímpica. Hulk, pendurado, certamente ficará de fora para que seus cartões sejam zerados. O lateral esquerdo Marcelo também deve ser preservado.
A escalação só será divulgada por Mano antes da partida e depende da condição física de Paulo Henrique Ganso. O meio-campista estava previamente escalado para ser titular pela primeira vez nesta Olimpíada, mas sentiu dores musculares e passou a ser dúvida para o duelo. Se não estiver recuperado, Oscar continua no time e não terá um jogo de descanso.
"Nós temos que tomar cuidado. Com jovens você precisa segurá-los, e com mais experientes precisa empurrá-los. Temos um fisiologista na delegação para medirmos isso cientificamente e passar os dados à comissão. Vamos cuidar disso para que a recuperação seja mais rápida", disse o treinador.
A escalação de reservas permitirá a jogadores até então com poucas chances na Seleção nesta Olimpíada mostrarem futebol. Lucas é o maior exemplo. Antes considerado fundamental na base olímpica, o jogador só foi utilizado no final do duelo conrtra a Bielorrússia e aguarda a provável oprortunidade com ansiedade.
"Quem entrar vai procurar fazer o seu melhor. Será importante para dar ritmo para quem não vinha jogando. Quem entrar vai dar o melhor. Se vai ganhar a posição ou não vai depender dele", afirmou o meio-campista. Alexandre Pato deve ser mantido no time ao lado de Neymar.
Para conseguir o primeiro lugar, o Brasil precisa apenas de um empate contra os neozelandeses. Uma derrota também será suficiente se a Bielorrúsia não bater o Egito. A confirmação da liderança deixaria a Seleção à espera do segundo colocado do Grupo D, no qual a Espanha foi eliminada prematuramente. Honduras é a adversária mais provável neste quadro, mas Marrocos e Japão podem pintar no caminho.
Independente de quem for o desafiante, o Brasil entrará como favorito abosoluto, o que preocupa Mano Menezes. "Não podemos nos iludir, pensando que vamos encontrar mais facilidade porque não teremos a Espanha pela frente. Se pensarmos assim, tropeçamos em outro adversário", disse.
Ainda na briga
Com uma derrota e um empate até o momento, a Nova Zelândia enfentará o Brasil ainda com esperança de uma vaga nas quartas de final. Só a vitória interessa aos neozelandeses, que ainda vão precisar torcer para que a Bielorrússia não ganhe do Egito e ainda conseguir levar a melhor nos critérios de desempate.
Mano enxerga no adversdário uma mistura dos dois adversários anteriores na primeira fase. "A Nova Zelândia está entre o Egito e a Bielorrússia como característica de jogo. Nem é tão agressiva como o Egito foi. Mas não defensiva como a Bielorrússia. Está em uma situação de ter que nos vencer, então sabemos que um adversário assim sempre pode ser perigoso e tomaremos os cuidados para que o jogo se desenvolva da maneira que queremos", disse.
FICHA TÉCNICA
BRASIL x Nova Zelândia
Local: Estádio St. James Park, em Newcastle
Data: 1º de agosto de 2012 (quarta-feira)
Horário: 10h30 (de Brasília)
BRASIL: Neto; Rafael Silva, Thiago Silva, Juan e Alex Sandro; Sandro, Rômulo e Ganso (Oscar); Lucas, Alexandre Pato e Neymar
Técnico: Mano Menezes
NOVA ZELÂNDIA: O'Keefe; Hogg, Smith, Nelsen e Thomas; Payn, Barbarouses, McGlinchey e Woods; Rojas e Smeltz
Técnico: Neil Emblen