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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Após 3ª derrota, armadora brasileira chora: "não sei o que falta"

CELSO PAIVA
Direto de Londres
Após fazerem um jogo melhor do que contra a Rússia e contra a França, mas mesmo assim saírem derrotadas para a Austrália, as jogadoras da Seleção Brasileira de basquete se mostraram bastante abaladas com o resultado negativo de 67 a 61. A maioria das atletas passou sem falar com a imprensa. As que passaram não conseguiram segurar as lágrimas, como foi o caso da armadora Joice. Abalada com o resultado, a atleta buscava explicações onde não tinha para mais um tropeço do Brasil.
"Eu amo tudo que eu faço, eu amo de verdade. Se eu soubesse (o que está errado), a gente estava sendo campeão de todos os jogos. Não sei o que falta. Garra, vontade, fé. Temos tudo isso. Até vibração, que se não tinha no passado, tem até demais eu acho. É complicado", afirmou a jogadora, chorando muito.
Joice destacou que as jogadoras estão dando o seu máximo e que não falta emoção para a equipe. "É concentração desde lá (na quadra) até aqui (no vestiário). Escutar o Hino Nacional emociona, vocês não sabem o que é estar aqui representando o Brasil. É uma emoção muito grande... Estou desabafando aqui, mas provavelmente lá no vestiário vou chorar muito mais."
Um pouco mais racional que a companheira, a também armadora Karla tentava ver o lado positivo da terceira derrota consecutiva da equipe nos Jogos Olímpicos. "A gente sabe que deu o nosso máximo, a gente lutou até o fim, mas elas foram melhores, temos que saber reconhecer isso. Enquanto tiver chance nós vamos buscar até o final, não sei se é o nosso máximo, nós vamos estar aí sempre", disse.
Karla ressaltou que acabou o momento da Seleção desperdiçar chance de sair com vitória das partidas. "Hoje (quarta-feira) foi um outro grupo, a gente não teve apagão, não teve momentos sem lucidez. Mas infelizmente ainda não deu. Vamos continuar trabalhando, buscar essa quarta colocação e vamos até o fim...Daqui para frente é ganhar ou ganhar. Não tem mais opção. Não tem mais gordura para queimar. Ou ganha ou está fora, e a gente vai até o fim".
Sobre o fato de depender de alguns resultados dos rivais, a cestinha do Brasil na partida, com 22 pontos, disse que não é hora de pensar nos adversário, porque a Seleção ainda tem erros a se corrigir.
"A gente não vai torcer para ninguém. Vamos focar no nosso trabalho, a gente tem muita coisa ainda para ajeitar no nosso time, não dá para pensar nos outros ainda. A gente vai até o fim. Esse grupo é um grupo de guerreiras, a gente abriu mão de muita coisa para estar aqui. A gente sabe o quanto é difícil para gente e hoje eu saio daqui com a sensação de dever cumprido. Não deu, a gente sabe que a gente deu nosso 100% e realmente estamos no caminho certo", explicou a ala/armadora.

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