Da esquerda para a direita: Thiago Monteiro (tênis), Vitor Felipe (vôlei de praia), Hugo Calderano (tênis de mesa), Flávia Gomes (judô) e Martine Grael (vela)
Foto: Vagner Magalhães/Terra
Foto: Vagner Magalhães/Terra
É bem possível que você nunca tenha ouvido falar em nenhum destes nomes, mas eles estão sendo preparados para competir em alto nível nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. O grupo de atletas formado por Flávia Gomes (judô), Hugo Calderano (tênis de mesa), Martine Grael (vela), Thiago Monteiro (tênis) e Vitor Felipe (vôlei de praia) está em Londres para vivenciar a realidade olímpica, mesmo sem ainda participar dela. Em um paralelo com os exames vestibulares, eles poderiam ser classificados como treineiros.
Capitaneados pela coordenadora do projeto, a ex-ginasta Soraya Carvalho, eles falam sobre o que viram, seus sonhos e a possibilidade de estrear em uma Olimpíada em seu próprio País. Ainda tímidos - até as entrevistas fazem parte do treinamento -, contam sobre a passagem pela Vila Olímpica, pela base brasileira de treinamentos em Londres, o Crystal Palace, a convivência com outros atletas, brasileiros e estrangeiros e um bate-papo motivacional com o técnico Bernardinho, que comanda o time masculino de vôlei nos Jogos Olímpicos.
"O maior objetivo desse programa é proporcionar uma vivência para esses atletas. Os Jogos Olímpicos são bastante ricos em estímulos. A ideia é de eles passarem na Vila Olímpica, almocem, encontrem outros ídolos. Vão participar de campeonatos, de treinamentos. A ideia é que eles deslumbrem nesse momento para que em 2016 eles possam se focar o máximo possível na competição", diz ela.
Os jovens foram escolhidos pelas confederações para participar do programa com base nos resultados obtidos nos últimos dois anos. Além desse grupo, outros dois, com mais 11 brasileiros, passará por Londres até o final dos Jogos Olímpicos.
O tenista Thiago Monteiro diz que o "estágio" de quatro dias em Londres vai fazer com que ele chegue ao Rio de Janeiro como se não fosse a primeira vez. "Não vou ter aquele impacto, aquela surpresa. Vou estar mais ambientado e vou poder usar isso em meu favor", planeja.
Ele lamentou a queda do brasileiro Thomaz Belucci - na primeira rodada da Olimpíada - e afirma que vai torcer pelo seu ídolo no esporte, o suíço Roger Federer. "Gosto muito também do Rafael Nadal, mas foi uma pena que ele não veio. O Federer merece vencer essa competição por tudo o que já fez no tênis mundial", diz.
Do encontro com Bernardinho, que Thiago classifica como "gênio dos técnicos", ficou a mensagem da perseverança. "Ele lembrou que no dia em que a gente deixa de treinar, nosso competidor está fazendo isso. E as chances serão maiores para ele", resumiu.
Martine Grael, filha de Torben Grael, detentor de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, afirma que tem no pai um ídolo e que está se preparando da melhor forma para seguir no esporte. Aos 21 anos, ela espera estar no Rio em 2016.
"É muito bom estar aqui para ver como funciona. O apoio que estamos recebendo ajuda bastante, mas não significa resultados. Temos quatro anos para chegar bem no Rio de Janeiro", diz.
Para a judoca Flávia Gomes, a medalha de ouro conquistada pela brasileira Sarah Gomes em Londres serve de inspiração. "Ela me inspira de todas as maneiras. A Sarah representou muito bem o Brasil. Lutou muito, a garra que ela teve serviu para mim. Essa oportunidade é muito importante para quebrar o gelo em 2016", diz.
Na opinião de Vitor Felipe, 21 anos, do vôlei de praia, a convivência com atletas de outros países também é motivante. "Tem gente do mundo inteiro aqui. É muito bom ver grandes atletas de outros esportes. Eu não tinha noção do que é a Vila Olímpica e espero poder estar no Rio de Janeiro, desta vez para competir."
Para o mesatenista Hugo Calderano, que treina fora do país, ele está no caminho certo para chegar com chances de pódio no Rio de janeiro.
"Estou jogando vários campeonatos internacionais na Europa. Em agosto eu vou para a Coreia competir e treinar. Eu também treino bastante na França. Nosso técnico da Seleção é francês, temos um bom intercâmbio com eles que são uma das maiores potências hoje na Europa", afirma.
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