Os funcionários do Judiciário Federal em São Paulo começam greve nesta quinta-feira por tempo indeterminado, reivindicando ajustes salariais. A paralisação, que inclui cartórios e tribunais eleitorais, pode causar um "apagão eleitoral" por se realizar justamente nos dias que os partidos têm para registrar candidatos a prefeito e vereador.
A orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) é para que seja feita uma greve de apenas 48h em 4 e 5 de julho, últimos dias do prazo que começa no dia 1º para o registro de candidatos na Justiça Eleitoral. Porém, o Sintrajud, que representa os funcionários do Judiciário em São Paulo, aprovou em assembleia o início da greve para hoje, seguindo por tempo indeterminado.
"São Paulo e Mato Grosso já estão à frente no ponto de vista de mobilização", disse a assessoria do Sintrajud. No Mato Grosso, os trabalhadores já estão em greve desde o dia 21 e devem continuar a paralisação até a data escolhida nos demais Estados.
Haverá outra assembleia às 14h, em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), para discutir questões como a duração da greve e a ampliação do movimento para outras regiões do país.
De acordo com o Sintrajud, os trabalhadores do judiciário estão há seis anos sem aumento de salário e querem melhores condições de trabalho para combater o sucateamento do setor. "O governo não abre canal de negociação", alega o sindicato.
O comando da greve considera que uma forte paralisação nos dias de cadastro de candidatos afetará diretamente o calendário eleitoral e colocará pressão sobre o governo Dilma. "É necessário que a gente radicalize as mobilizações, transformando em realidade a nossa palavra de ordem: sem negociação, não tem eleição", defendeu Inês Leal de Castro, diretora do Sintrajud.
Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraíba também já aprovaram uma paralisação para quarta e quinta-feira da semana que vem, segundo a Fenajufe.
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