Os portadores de doenças crônicas foram convocados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para tomarem a vacina contra a gripe. A medida tem como objetivo ampliar a cobertura de imunização contra o vírus da influenza no Estado, uma vez que a população que possui algum tipo de doença crônica está mais suscetível a desenvolver casos mais graves da gripe, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Além de imunizar a população contra o vírus da gripe influenza A H1N1, a vacina também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza sazonal: A H3N2 e B. A dose é gratuita e pode ser feita nos postos de saúde em pacientes que apresentam diagnóstico de doenças crônicas pré-existentes como cardiopatias, pneumopatias, hepatopatias, nefropatias e diabetes, além de pacientes classificados como imunodeprimidos, ou seja, que possuem o sistema imunológico debilitado devido à existência de doenças como câncer, HIV/aids, imunodeficiências congênitas ou pelo fato de terem se submetido a algum tipo de transplantes de órgãos ou de medula. A imunização também é recomendada para pacientes com doenças neurológicas incapacitantes e obesos.
Para receber a vacina, deve ser apresentado nos postos de saúde um documento que comprove o diagnóstico da doença, como uma receita ou laudo médico. Até o momento foram aplicadas no Estado 632 mil doses em pessoas com doenças crônicas.
Segundo levantamento da secretaria estadual, os casos graves confirmados para influenza A H1N1 apresentaram queda de 38% em julho, na comparação com o mês anterior. Foram 61 casos graves da doença registrados no Estado, contra 98 em junho. No total, foram 212 casos de H1N1 relacionados a SRAG neste ano, com 45 mortes.
Para os outros vírus circulantes no Estado, foram registrados outros 102 casos graves para influenza A (H3N2) sazonal e três casos para influenza B sazonal. Ao todo 11 óbitos foram registrados pelos dois outros vírus.
O levantamento também aponta que 69% dos casos graves confirmados para influenza A H1N1 que evoluíram a óbito, registrados desde o início de 2012, foram de pacientes que apresentavam alguma comorbidade ou fator de risco, sendo 17,4% com hipertensão, 17,4% doença metabólica, 10,9% obesidade, 13% tabagismo, 8,7% cardiopatia, 10,9% pneumopatia, 4,3% etilismo, 4,3% doenças renais, 2,2% imunodepressão e 2,2% gestantes. Em alguns casos, um mesmo paciente pode ter apresentado mais de um fator de risco ou comorbidade.
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