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domingo, 26 de agosto de 2012

SC: candidato pede liberação da maconha vestido de 'presidente THC'

Concorrente ao cargo de vereador, Lucas de Oliveira (PSDB) defende descriminalização do uso da maconha. Foto: Fabrício Escandiuzzi/Terra
Concorrente ao cargo de vereador, Lucas de Oliveira (PSDB) defende descriminalização do uso da maconha
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Terra

FABRICIO ESCANDIUZZI

Direto de Florianópolis
Um candidato a vereador em Florianópolis vem chamando a atenção ao usar uma megafone, fazer referencia ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e defender a descriminalização da maconha como principal proposta de sua campanha. Em pleno centro da cidade, Lucas de Oliveira (PSDB), encarna o personagem chamado "Presidente THC", numa dupla referência ao ex-presidente FHC, que se manifestou favoravelmente à descriminalização da erva e a uma das principais substâncias da droga, o THC.
Desfilando de terno, gravata e faixa presidencial, Lucas é acompanhado de um boneco gigante. Diante do Terminal Central Urbano, um amigo usa um megafone para gritar "maconha, maconha, maconha pela descriminalização, vote presidente THC", como se estivesse imitando os tradicionais carros que vendem pamonha pelo Brasil afora.
"Assumimos a discussão na cannabis no âmbito municipal e por isso vamos propor a regulamentação necessária sobre o tema. É uma política de redução de danos", disse. Estudante de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lucas é presidente do Instituto da Cannabis (InCa) e um dos organizadores da Marcha da Maconha em Florianópolis, o tucano diz não estar fazendo apologia ao defender a descriminalização da cannabis e propõe a elaboração de uma legislação municipal sobre o assunto.
Sem espaço no horário eleitoral, o "presidente THC" vem focando em campanhas de pela internet e ações nas ruas. "Estamos focando em trabalhos de rua e fazendo uma abordagem cultural. Gritar maconha nas ruas é uma forma de quebrar preconceitos. Maconheiro não é um vagabundo e irresponsável. Pelo contrário, o canabinista é um sujeito tranquilo e não pode sofrer preconceito por isso", defende.
O candidato afirma que sua participação no horário eleitoral acabou sendo "boicotada" pela direção da coligação majoritária. "Fizemos a propaganda e houve uma ingerência. Estamos lutando para colocar nossa propaganda no ar porque defender mudanças na lei não é fazer apologia às drogas", declarou Lucas.
Os panfletos do candidato trazem uma foto de Lucas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também do PSDB, mas sua mensagem não é bem vista por todos. "Não acho certo ficar gritando o nome de droga na rua. Crianças e idosos passam o tempo inteiro no terminal de ônibus", afirma a balconista Claudete Marli Santana, 48 anos.