O que foi comunicado pelo 193 como um incêndio em creche não passava de pequeno vazamento; crianças gostaram da companhia dos bombeiros
Foto: Charley Garrido/vc repórter
Foto: Charley Garrido/vc repórter
Uma caminhonete e dois caminhões do Corpo de Bombeiros de Sousa, na Paraíba, partem em disparada rumo ao bairro Sorrilândia II. "Incêndio na creche Leopoldina", informava a chamada irradiada pelo 193 minutos antes, às 14h05.
Quando chegaram ao local, os 14 bombeiros destacados se surpreenderam com o alarme falso: era apenas um pequeno vazamento de gás, imediatamente remediado com a vedação de um registro. Durante os próximos 60 minutos, eles trocaram a tensão do dia a dia por uma parte da tarde na companhia de mais de 30 crianças da creche municipal.
"Os bombeiros não pouparam as energias. Mostraram as viaturas, os equipamentos, tiraram fotos, carregaram as crianças no colo. A meninada fez uma festa danada", conta o major Carlos Jean, comandante da 1ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Sousa. No dia do episódio, última sexta-feira, 10, ele estava em trabalho administrativo e não presenciou a interação. Isso não o impediu, contudo, de ouvir os relatos emocionados de seus homens, que saíram do local por volta das 15h10.
Jean explica que, normalmente, o trem de socorro, como é chamado o conjunto da caminhonete de busca e salvamento e dos caminhões de combate a incêndios e resgate, é acionado em casos de capotamentos de veículos, incêndios de grandes proporções, tentativas de suicídios, rebeliões, dentre outros. Muito diferente do ocorrido na creche. Ao todo, os veículos são tripulados por 13 homens, comandados por um oficial.
Apesar de inusitada, a atitude de seus homens não surpreendeu o major. "Vejo os bombeiros daqui como uma família. São pessoas boas, sensíveis, excelentes pais de família que se sentiram no cumprimento do dever".