Polícia do RJ faz simulação contra ataque químico; veja
JOÃO PAULO BAXEGA
JOÃO PAULO BAXEGA
Policiais do Rio de Janeiro e a Polícia Nacional da França encerraram nesta sexta-feira a semana de treinamentos em ocorrências com produtos perigosos. A conclusão do intercâmbio teve uma simulação de sequestro com cativeiro que continha produtos químicos. Participaram policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque (BPChq), do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Parte da sede do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP), localizada na Refinaria de Duque de Caxias, foi usada na simulação.
O treinamento, que acontece durante a Rio+20, faz parte da preparação das forças de segurança do Rio de Janeiro para grandes eventos. "É uma forma de estarmos prontos para qualquer ocorrência do tipo durante a passagem do papa Bento XVI em 2013, a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016", explicou o major Vitor Valle, subcomandante do Batalhão de Ações com Cães.
A operação, que teve 20 minutos de duração, começou com o comunicado de que havia uma ocorrência com refém. O cativeiro fictício foi localizado e constatado que nele havia produtos perigosos. Com base nesta informação, policiais se vestiram com roupas e equipamentos que usariam para agir na situação de risco. Do aparato fazem parte máscaras e cilindros de oxigênio para evitar contaminação pelo ar.
Eles mostraram que no cativeiro os policiais adotam formação para ataque. O grupo se desloca com a proteção de um escudo balístico carregado pelo primeiro homem. Todos portam armas e um deles segue com uma microcâmera instalada na ponta de uma longa haste. A câmera é posta na base porta. As imagens colhidas pela fresta são monitoradas por policiais que estão no local e também são enviadas para a sede da corporação, de onde tudo é acompanhado.
Após estudar a situação, o comando da operação define o momento ideal para a ocupação. Ao render a quadrilha responsável pelo sequestro, todos são encaminhados para uma área de descontaminação que é montada nas proximidades do cativeiro. Sequestradores e refém são submetidos a um banho com uma solução líquida que elimina qualquer substância perigosa. Enquanto isso, os policiais tiram as roupas e os equipamentos usados na operação. Tudo é posto dentro de sacos plásticos, inclusive as armas, e levado em tambores para descontaminação. O fim da operação se dá com o encaminhamento burocrático da ocorrência.
De acordo com o major, a troca de experiências com a Polícia Nacional da França possibilita o conhecimento de estratégias adotadas fora do Brasil e também o aprimoramento de técnicas já adotadas por aqui. "Os dois policiais franceses inclusive ressaltaram o alto nível de treinamento dos policiais do Rio de Janeiro", citou.
Rio+20
Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.
Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.
Composta por três momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco principal na discussão entre representantes governamentais sobre os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. A partir do dia 16 e até 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.
Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.
Terra Noticias
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