A mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, acompanhou nesta quinta-feira, na Justiça do Distrito Federal o julgamento do habeas-corpus que pedia a soltura do marido. Inquieta e com os olhos marejados, ela rezou durante a análise do recurso. Mas, quando o segundo dos três desembargadores da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça negou o benefício, Andressa deixou a sessão visivelmente chateada, sem falar com a imprensa.
Andressa se mostrou mais aflita durante a exposição do procurador Rogério Schetti, que considerou uma possível soltura de Cachoeira como um "dano à Nação". Neste momento, a mulher do bicheiro se dirigiu a familiares dele que também acompanhavam a sessão e repetiu a frase com ironia, discordando do argumento. Em determinado momento, ela chegou a receber um copo d'água para se acalmar.
Ao fim do julgamento, uma das advogadas de Cachoeira, Dora Cavalcanti, afirmou que o habeas negado foi uma injustiça e que recorrerá da decisão. A defesa de Cachoeira argumenta que a Operação Monte Carlo, realizada em fevereiro e que prendeu o bicheiro em Goiás, é maior que a Saint Michel, deflagrada no Distrito Federal em abril como um desdobramento da primeira e que também cumpriu a prisão do contraventor. Na semana passada, Cachoeira conseguiu na Justiça Federal liberdade em relação ao mandado expedido na Monte Carlo, da Polícia Federal. Para deixar a prisão, no entanto, ele precisaria também da liberdade no TJ do Distrito Federal, uma vez que a Saint Michel foi realizada pela Polícia Civil.
p>"Essa decisão foi lamentavelmente injusta, porque abordou todos os aspectos já superados na outra causa (Operação Monte Carlo). Infelizmente o habeas-corpus não foi julgado com base no universo desta ação penal de Brasília, que é infinitamente menos grave", afirmou a advogada.Terra Noticias