O governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), disse nesta terça-feira que citações de trechos do relatório da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, foram mencionadas de maneira irresponsável. Segundo o governador, as escutas não o incriminam. Perillo garantiu que o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso por associação a jogo ilegais, não faz parte do governo goiano e que, se solicitado, prestará esclarecimentos no Congresso Nacional.
"Eu estou absolutamente tranquilo em relação a isso (investigações da Operação Monte Carlo). Eu não sou investigado, meu nome não é citado na investigação, existem algumas citações irresponsáveis em relação ao meu nome, pessoas querendo vender facilidades. O governo do Estado não tem envolvimento em nenhuma dessas investigações que foram feitas na Operação Monte Carlo", disse o governador.
Gravações da PF sugerem uma relação entre Perillo e o grupo de Cachoeira. As demandas do grupo do bicheiro eram manobradas por Wladimir Gacez - ex-vereador de Goiânia apontado pela investigação como número dois nos esquemas do contraventor.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo , o ex-vereador teria dito ter uma conversa "de irmão", com Perillo no gabinete do governador. Segundo a reportagem, o governador goiano chegou a dar inúmeros dados sobre contas do governo e teria pedido "reserva".
O governador disse que, se convocado, esclareceria sua suposta relação com Cachoeira na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), criada para investigar as relações do bicheiro com políticos.
"Eu acho que qualquer cidadão convocado a participar de qualquer esclarecimento, deve prestar esses esclarecimentos, deve fazer a sua parte. Eu já fui três vezes membro de parlamento, estou acostumando em relação a isso e estou pronto a esclarecer qualquer dúvida em relação a qualquer assunto", concluiu.
Terra Noticias
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