A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira os municípios e Estados que receberão recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de mobilidade urbana. O volume de investimentos será de R$ 22 bilhões em recursos do Orçamento Geral da União. O programa atenderá municípios com mais de 700 mil habitantes em 19 Estados. Os governos estatuais e municipais terão de fazer investimentos em contrapartida, um volume de recursos que deverá chegar a R$ 32 bilhões.
"É uma iniciativa nova que começou no governo do presidente Lula e nós agora expandimos o investimento do governo federal em parceria com Estados e municípios na área de sustentabilidade urbana no País - principalmente nas grandes cidades", afirmou. A intenção é de fato beneficiar a população dessas grandes cidades, segundo a presidente. Dilma destacou a importância do transporte coletivo de qualidade como "pré-condição" para que a população faça uso no cotidiano. "São 53 milhões de brasileiros que vivem e transitam de casa para o trabalho, de casa para o lazer, de casa para sua atividade escolar. (...) Jovens crianças e adultos utilizam o transporte"
"Uma das grandes contribuições do PAC mobilidade urbana e do PAC em geral foi que aprendemos a atuar em parceria de forma verdadeiramente republicana", disse a presidente, acrescentando que não olha a posição política de prefeitos e governadores. A plateia de hoje conta, por exemplo, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que foi rival do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2006. "Quem sabe mais da realidade local do que governadores e prefeitos?", indagou a presidente, ressaltando a importância dos governos locais.
Os investimentos contemplarão obras como linhas de metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT) e corredores exclusivos para ônibus. Antes do anúncio de hoje, o governo já havia investido em mobilidade urbana em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.
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